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Exploração pelo Brasil

Morador de Novo Hamburgo realiza sonho de criança e viaja o Brasil de moto

Influenciador Anderson Souza saiu dia 23 de março do RS e segue rota até o Rio Grande do Norte

Publicado em: 05/05/2026 às 17h:44
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Realizar um sonho de criança é algo que faz parte da vida de qualquer adulto. Alguns conseguem, outros seguem na batalha. Anderson Souza, de 31 anos, decidiu se aventurar pelo Brasil a bordo de sua motocicleta e alcançar o que almeja desde a infância.

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Em 30/04, a visita foi à Reserva Pataxó da Jaqueira, em Porto Seguro (BA) | abc+



Em 30/04, a visita foi à Reserva Pataxó da Jaqueira, em Porto Seguro (BA)

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

O hamburguense, que durante 13 anos trabalhou na logística de uma empresa de transportes, saiu do emprego em fevereiro para viver uma aventura. O influenciador conta que apenas ligou para a mãe para dizer que a visitaria em um domingo, pois logo em seguida sairia de viagem. E assim foi. Desde o dia 23 de março, Anderson desbrava fragmentos da cultura brasileira, ao passo em que se sente realizado.

“Sempre tive esse sonho de viajar, conhecer o mundo, explorar. Quando mais novo, não tinha essa oportunidade de fazer isso”, conta o viajante, que atualmente está na Bahia. Antes, foram visitados os estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina – todos registrados e publicados nas redes do gaúcho, no @andersouzsa, pelo Instagram.

A viagem ainda não chegou ao fim. Após superar o território baiano, Souza deverá passar por Pernambuco, Alagoas, Ceará e então chegar ao Rio Grande do Norte, o outro extremo do Brasil. “Chegar ao Rio Grande do Norte é um projeto muito grande que fiz para dar orgulho, para mim, quando era criança. Acho que vai marcar muito a minha história, dar aquele orgulho”. A data para cumprir a missão é incerta, tal qual o roteiro e o dia de retorno ao solo gaúcho.

E os custos?

Obviamente, os mais de 4 mil quilômetros percorridos até aqui não saíram de graça. Para custear a viagem, Anderson utilizou a publicidade de suas redes e a própria força de vontade para arrumar hospedagem, alimentação e tudo mais que foi preciso, além das próprias economias.

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“Estou indo conhecer os projetos sociais, em Minas teve bastante isso. Tu fica lá conhecendo, têm moradias, comida e ajuda eles com alguma coisa”, conta o aventureiro.

Na cidade de Cambuí (MG), por exemplo, Souza colaborou com a colheita e a jardinagem do Sítio Bica da Pedra. “Foi o mais fascinante até o momento. É um lugar totalmente agroecológico, eles entendem que, realmente, (a necessidade) de um mundo ecológico, mais sustentável, e é uma coisa que acredito muito”, define.

Experiências e diferenças culturais

A experiência inédita tem sido enriquecedora para Anderson Souza, não apenas na parte turística, mas cultural. “Gostei muito, agora que cheguei na Bahia, (de) conhecer a reserva Pataxó da Jaqueira. Achei muito legal ter essa imersão na cultura de povos ancestrais, ainda mais aqui, que foi a primeira chegada dos colonizadores. As pessoas vão só para o turismo, mas eu venho para ter um pouco dessa história para levar junto”, relata sobre uma das tantas descobertas que fez nessa imersão.

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Em um comparativo aos comportamentos e tradições que encontrou, o explorador fala que os irmãos catarinenses e paranaenses são muito parecidos com os gaúchos. “Em São Paulo é uma loucura, mais movimento, todo mundo para lá e para cá, tem que dar resultado; uma correria. O trânsito é a mesma coisa, reflete exatamente como é a vida das pessoas. Já em Minas, começa a ficar um pouco mais devagar, tranquilo. Fiquei muito no interior, (e) são muito receptivos, amigos”, completa ele, lembrando que a experiência na Bahia, a mais recente, tem sido de um povo acolhedor e solícito.

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Coração dividido

Elma Puntel, 71, é mãe adotiva de Anderson. No início dos anos 2000, ela acolheu o jovem e se refere a ele como uma pessoa sensível e amorosa. “Gratidão é (a) palavra (que está) sempre presente nas suas ações. Muito me orgulho e até me envaideço da trajetória deste que chamo de filho. Dou todo o apoio para ele percorrer estradas, trilhas e ser o defensor da natureza que é.”

Elma tem a expectativa de que o filho de coração supere as fronteiras estaduais e desbrave o mundo. “Desejo que ele percorra não só o Brasil, mas as Américas e os demais continentes, levando o seu otimismo a quem vier a encontrar”, completa.

Genesi de Souza, 54, é a mãe biológica de Anderson. Para ela, só há recordações positivas do filho, especialmente pela positividade que ele carrega. “(Ele é) um guri forte, determinado, positivo, uma bênção de Deus. Começou a trabalhar muito cedo, sempre foi aventureiro. Ele é um ótimo filho.”

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Genesi não esconde a saudade, mas também comemora a realização do sonho de Anderson. “Estou muito feliz por ele estar realizando esse sonho dele. Ele tem mais irmãos, mas é o que gosta de viver aventuras. (Tenho) muita saudade dele”, finaliza.

“Faz com o que tu tens”

“Muitas vezes (pensamos que) temos que estar preparados, tem que ter isso, aquilo, e nunca fazemos. Antes de fazer vídeo para a internet, que hoje eu faço, achei que nunca ia fazer porque tinha que esperar o melhor momento, até que vendi todo o equipamento que tinha e comecei com o celular; e deu certo”, reflete o morador de Novo Hamburgo sobre a realização do sonho.

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Anderson, ainda, deixa um recado para aqueles que, assim como ele, se planejam para realizar um sonho: “Se tu tem um sonho, tem que ir atrás. Faz o que tu tens que fazer com o que tu tens, não espera o melhor momento, vai com o que tu tens”, conclui.

Próximos passos

Antes de iniciar a trilha pelo Brasil, Anderson recebeu algumas sugestões de amigos, mas o desejo por explorar o próprio país falou mais alto. “Lembro que, quando falei da viagem, todo mundo me falava: por que tu não vais para o Ushuaia? É legal, deve ser incrível, mas quero conhecer meu Brasil antes. Não conhecia nem o Paraná, que é pertinho do Sul”.

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Essa não deve ser a última exploração. Para as próximas excursões, o jovem entende o quão positivo pode ser ter a companhia de alguém, inclusive auxiliando na produção de conteúdo para as redes, mas sabe da dificuldade em outra pessoa se dispor a encarar um cronograma como esse. De qualquer forma, Anderson não descarta a possibilidade.

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