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NO AGUARDO

Moradora de Novo Hamburgo com doença rara luta há um ano por remédio

Jovem de 28 anos aguarda medicamento há mais de um ano.

Publicado em: 04/06/2025 às 10h:36 Última atualização: 04/06/2025 às 13h:05
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Moradora de Novo Hamburgo, Suéllen de Souza Vargas, 28 anos, que foi diagnosticada com Síndrome Hemolítica Urêmica Atípica (SHUa) em 2016, permanece aguardando medicamento para controlar a doença, mais de um ano após ter encaminhado pedido judicialmente. O remédio custa aproximadamente R$ 50 mil por dose.

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Moradora do bairro Santo Afonso, Suéllen de Souza Vargas (28) sofre com doença rara e aguarda remédio para tratamento há mais de um ano. | abc+



Moradora do bairro Santo Afonso, Suéllen de Souza Vargas (28) sofre com doença rara e aguarda remédio para tratamento há mais de um ano.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

RELEMBRE O CASO: Moradora de Novo Hamburgo luta contra o tempo por medicação para tratar síndrome

A reportagem está acompanhando o caso da paciente e do marido, Isaque Ramos Vargas, 31, que auxilia diariamente a esposa nas hemodiálises realizadas em casa, desde junho de 2024. Passado um ano do primeiro contato, pouca coisa evoluiu.

Com a descoberta da doença rara há nove anos, Suéllen teve os dois rins paralisados e durante anos passou por hemodiálise. Em janeiro do ano passado recebeu um transplante de rim, mas aproximadamente um mês após, a doença tornou a se manifestar e paralisou o novo órgão.

Moradora de Novo Hamburgo com doença rara luta há um ano por remédio
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Desde então, ela enfrenta uma série de complicações, incluindo infecções que a levaram para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Para fazer um novo transplante, primeiro ela precisa fazer o tratamento com a medicação. No primeiro mês são necessárias doze doses do Eculizumab e com o passar do tempo, conforme for respondendo, vai diminuindo a dosagem.

Conforme Isaque, em janeiro o casal foi informado pelo advogado que a causa estava ganha, mas quando foram fazer a retirada do fármaco, em março, havia somente uma ampola, enquanto o tratamento inicial prevê pelo menos 12 unidades. Dessa forma, por receio optaram por não fazer a retirada do produto. “Não teve nenhuma atualização sobre quando chegariam novas doses”, conta Isaque.

Preocupado com a esposa, Isaque busca alternativas para ajudá-la. “Nosso sentimento é de indignação, cada dia vejo que minha esposa está mais fraca e cansada dessa vida de hemodiálise.”

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Posição da SES e forma de ajudar

Sobre o caso, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) reforçou a posição já informada em outras reportagens, alegando que não pode fornecer informações sobre a situação de pacientes devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Se o paciente entrou com pedido judicial ou administrativo, ele ou familiares podem acompanhar os trâmites e o andamento do pedido nos respectivos órgãos, ou nas respectivas secretarias municipais de saúde”, complementa.

Quem tiver interesse em ajudar, o casal pede auxilio para os gastos com gasolina, pois uma vez por semana precisam ir ao Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, para realizar exames, manutenção do cateter e plasmaférese. A chave Pix é o CPF 027959320-16, no nome de Suéllen de Souza Vargas.

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