Faleceu o tradicional fotógrafo da região Paulo Reichert, aos 86 anos, nessa quarta-feira (15). A causa da morte não foi divulgada.

Foto: Arquivo Pessoal
O velório de Paulo Reichert acontece em Novo Hamburgo até às 16 horas, nesta quinta-feira (16).
“Uma visão à frente do seu tempo”
Um homem muito inteligente e curioso. É assim que a filha Inês descreveu o pai Paulo Reichert. “Com uma visão à frente do seu tempo”, contou ela.
O fotógrafo foi um esposo amável, pai amoroso e avô presente. “Um homem atencioso e que viveu a palavra comunidade em todos os seus sentidos”, afirmou a família.
Ele aprendeu sozinho a tocar piano e, por volta dos 40 anos, se viu fotógrafo. “A fotografia para ele não era técnica, era a arte de capturar a poesia da vida, algo que o fascinava, estivesse com uma câmera na mão ou não”, relembrou.
Uma vida em fotografias
Reichert contou ao Jornal NH que começou a carreira fotografando aeronaves, no Aeroclube do bairro Canudos, em Novo Hamburgo. “E aí começaram a me solicitar”, disse em entrevista para a série Os cinco de abril, em 2017, disponível no canal do Youtube do grupo.
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O fotógrafo contou também que foi fazer um curso na Kodak, sem saber que havia olheiros no local, e acabou sendo um dos escolhidos para trabalhar na companhia nos anos 1970.
Outras lembranças eternizou no livro F5,6 – Memórias de um Fotógrafo Profissional, lançado poucos antes da entrevista ao Jornal NH, em 2015. Dois anos depois, foi homenageado durante o aniversário de 90 anos de Novo Hamburgo.
O fotógrafo deixa a esposa Sandra, os filhos, Inês, Isabel e Joel; a nora Carolina; as netas Daniela, Gabriela e Indiara; os netos Henrique, Joaquim e Benício; uma irmã e sete irmãos; um cunhado e cunhadas; o genro Pedro e a neta Rosane; amigos e amigas, irmãos e irmãs em Cristo; sobrinhos e sobrinhas; e amigos da fotografia.