Apesar da garoa persistente e da temperatura em torno dos 12 graus, a Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo, foi tomada pela arte na manhã deste sábado (12). A Escola Municipal de Arte Carlos Alberto de Oliveira, a “Carlão”, promove uma grande mostra cultural com programação gratuita, reunindo trabalhos desenvolvidos ao longo do primeiro semestre por alunos da instituição.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
A atividade segue até as 16h e inclui apresentações musicais, esquetes teatrais, dança, exposições de artes visuais, oficinas de caricatura e máscaras, além de brechó temático com peças de balé e releituras de obras do artista Carlão, que dá nome à escola.
“A gente ensaiou bastante. Isso aqui é o resultado de meses de trabalho — uma amostra do que foi produzido no primeiro semestre do ano”, explica o diretor da escola, Lutero Oliveira. “São pequenas partes do que cada turma criou, uma pincelada do que temos dentro da nossa escola.”
A Escola Carlão tem 39 anos de história e começou com apenas duas turmas de artes visuais. Hoje, atende quase 800 estudantes nas mais diversas linguagens artísticas — música, dança, artes visuais e teatro — no Centro Municipal de Cultura, localizado no centro de Novo Hamburgo. “Levar a arte para as ruas também faz parte da nossa missão. A gente quer que a comunidade conheça e reconheça o valor da arte na cidade”, completa Lutero.
Programação segue até o fim da tarde
O evento começou com uma apresentação especial da Banda do 3º Batalhão da Polícia Militar e terá encerramento às 16h com o Coral Jovem da Igreja Adventista, cantando em parceria com o coral da escola. Durante o dia, o público pode circular pelos quiosques espalhados na praça e participar das oficinas, sem necessidade de inscrição prévia.
Entre os talentos que se apresentaram estava Melissa Erhart Robinson (11), aluna há dois anos da Escola Carlão, que participou da esquete “Conflito das Cores” nas aulas de teatro. “Foi uma grande oportunidade. Ganhei conhecimento, ganhei experiência. Fiquei um pouco nervosa, mas se errar é só improvisar, e é isso. Gostei muito de estar aqui”, disse a jovem, sorrindo.
Família reunida, mesmo com guarda-sol
Na plateia, famílias enfrentavam o frio com bom humor. Os pais de Sara Yasmim dos Santos de Aguiar, de 11 anos, levaram um guarda-sol para se proteger da chuva enquanto aguardavam a apresentação da filha no ukulele.
“A gente está bem contente. A música está na família. Eu toco contrabaixo desde jovem, e agora ver a Sara tocando é muito gratificante”, contou Israel Moraes de Aguiar, pai da aluna. “O tempo não ajudou muito, mas a gente não vai arredar pé daqui não”, completou Laura dos Santos Silva, mãe de Sara.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial