O delegado Rafael Sauthier, responsável pela investigação do caso em que a vereadora Deza Guerreiro (PP) recebeu uma caixa com um cachorro morto em seu gabinete na Câmara de Vereadores, explicou como está o andamento do inquérito. Conforme Sauthier, a suspeita de ter enviado a encomenda foi ouvida na manhã desta quarta-feira (8) na 2ª DP. Durante a tarde, uma nova testemunha que pode trazer fatos novos à investigação também prestou depoimento.

Foto: Reprodução/Redes sociais
O delegado salienta que espera concluir o inquérito entre hoje e quinta-feira. “Ainda não estamos divulgando maiores detalhes ou a motivação. Aguardamos diligências, o sigilo é fundamental para o nosso trabalho.” Ele também esclareceu que não quer deixar dúvidas sobre o caso. “Precisamos dar um fim adequado ao caso.”
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A reportagem apurou que a suspeita sequer conhecia a vereadora ou o seu trabalho como protetora. No entanto, ficou revoltada após o seu cachorro ir para a rua e ter sido atacado por cães comunitários.
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O cachorro enviado pertencia a ela e após o ataque, morreu na madrugada de segunda-feira, sendo enviado para o gabinete de Deza naquela manhã.
Apoio
O protetor Cris Moraes, que também é vereador em Canoas, esteve na delegacia para prestar solidariedade a Deza. Segundo ele, esse é um momento de união entre aqueles que atuam na causa animal. “Fiquei ainda mais atento, já que por informações que tive acesso descobri que ela atribui ou tentar atribuir a cães comunitários o ataque ao cachorro que ela negligenciou e deixou sair para rua.”
Moraes diz que a responsabildiade pela morte do cachorro não é da vereadora e mostra preocupação em relação aos cães comunitários. “Ela foi negligente. Nós precisamos ter respeito aos animais que estão nas ruas”, completa.
Deza reforça que em nenhum momento foi procurada pela suspeita. “Não conheceço ela, nunca fez contato.”