Nove pessoas seguem desalojadas em função do deslizamento de terra registrado no último domingo (17) no Condomínio Jardim Brasil, bairro Vila Nova, em Novo Hamburgo. Antes, 22 pessoas, de 11 famílias, haviam deixado o imóvel de maneira preventiva.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
O ocorrido, em um primeiro momento, exigiu a evacuação total dos blocos Alecrim e Margarida. Agora, já ocorre de maneira gradativa a liberação do espaço, que segue com oito prédios ainda interditados, dos quais seis são ocupados.
No desmoronamento, além da estrutura de parte do estacionamento, dois veículos acabaram caindo sobre o terreno vizinho, onde está em andamento uma obra conduzida pela Incorporadora Valeincorp, na construção do Residencial Arezzo. Os veículos foram içados ainda nesta manhã, e as obras agora ocorrem simultaneamente: com a reconstrução do talude e do muro, bem como os trabalhos do Residencial, ambos executados pela Valeincorp.
Nesta segunda-feira, a Incorporadora, responsável por restabelecer a normalidade do espaço, retirou os escombros e atuou na colocação de argila e lonas na zona afetada, evitando novos deslizamentos. A empresa segue incumbida de apresentar uma avaliação estrutural dos dois blocos do condomínio vizinho, situação aguardada pela Defesa Civil do município, que acompanha o caso.
ATUALIZAÇÃO:
A Valeincorp Construtora, Incorporadora e Negócios Imobiliários, sediada em Novo Hamburgo, se posicionou sobre o caso através de uma nota oficial. No documento, a empresa se solidariza especialmente com os moradores afetados pelo ocorrido, dizendo: “solidariedade aos moradores do Condomínio Residencial Brasil, especialmente às famílias diretamente afetadas pelo incidente ocorrido no último domingo, dia 17 de maio de 2026. Felizmente, não houve qualquer vítima ou ferido, fato que consideramos o mais importante diante de toda a situação”.
A Valeincorp também cita no comunicado “patologias estruturais” que o condomínio afetado já vinha apresentando, e lembra de documentos técnicos emitidos recentemente pelo condomínio e seus responsáveis, onde haveria o reconhecimento de problemas como “rachaduras e fissuras estruturais; deformações visíveis; infiltrações severas; deficiência crônica no sistema de drenagem pluvial; saturação do solo; necessidade urgente de obras corretivas”.
Quanto ao Residencial que está construindo, a incorporadora cita a integridade total da estrutura, sem registro de danos. “A obra segue em plena execução, obedecendo rigorosamente os critérios técnicos, legais, geotécnicos e normativos exigidos pelos órgãos competentes”, descreve o manifesto.
A empresa, por fim, se coloca como uma das vítimas do ocorrido, mas diz que foi a única a agir prontamente de forma humana e solidária. “A empresa mobilizou uma força-tarefa composta por seis engenheiros e especialistas em contenção e estruturas, que seguem trabalhando intensamente para estabilizar a área e reconstruir o muro com máxima segurança técnica. A expectativa é que, em aproximadamente 15 dias, a situação esteja integralmente estabilizada e o muro reconstruído com padrão técnico superior ao anteriormente existente”, completa a nota.