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SÉRIE PASSADO COLORIDO

Novo Hamburgo enfrentava falta de chope e racionamento de cerveja e até refrigerante há 50 anos

Virada de 1975 para 1976 foi inusitada na cidade; Jornal NH da época conta que faltou até Coca-Cola

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Publicado em: 28/11/2025 às 23h:28 Última atualização: 28/11/2025 às 23h:29
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A virada de 1975 para 1976 foi com um inusitado racionamento de bebida em Novo Hamburgo. As poucas distribuidoras da época enfrentaram falta de chope e precisaram fazer racionamento de cerveja e refrigerante. Faltou até Coca-Cola.

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Foto de 1975 colorizada com uso de IA mostra caminhão carregado de bebida | abc+



Foto de 1975 colorizada com uso de IA mostra caminhão carregado de bebida

Foto: Arquivo/Jornal NH

O assunto foi destaque na última edição do Jornal NH no ano de 1975. A falta de bebida já havia sido registrada no Natal e se agravou no Réveillon apesar da alta nos preços. Veja, abaixo, o texto publicado no NH de 31 de dezembro de 1975. A foto que ilustra este conteúdo é original da época, porém colorizada com uso de inteligência artificial.

Hamburguense não vai tomar chope amanhã

O hamburguense vai passar o ano novo sem chope. Revendedores de nossa cidade estão adiantando que não existe mais este produto à venda. A cerveja está racionada, assim como os refrigerantes em geral. Alguns, como a Coca-Cola, não tem mais. O champanha, neste fim de ano, foi muito vendido.

A falta de chope em Novo Hamburgo é quase que total e isso é confirmado pela Springer & Cia. Ltda. na pessoa do sr. Erhard Springer.

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“Infelizmente não podemos atender nossos fregueses como esperávamos. A falta de chope é na proporção de 70%, o que significa que não temos condições de servir nem mesmo a nossos fregueses. O consumo foi muito grande nesta época. Não tem mais chope. Nem mesmo os 40% de aumento no custo da bebida, do ano que passou com relação a este, nesta época, foi suficiente para diminuir o consumo. Ao contrário, ele foi até maior. Assim como os demais revendedores hamburguenses, a cerveja (Polar Export) e os refrigerantes, foram bastante racionados pela Springer.”

Assim como na Springer, no Cassel S.A. Bebidas não existe chope à venda. Apenas os fregueses certos da empresa estão conseguindo chope, mas bem racionado. Quando muito é cedido um barril dos pequenos (14 litros — o litro unitário custa 4 cruzeiros e 80 centavos), pois no Natal já houve muita falta.

Uma bebida, porém, que não preocupa muito é a cerveja. Há racionamento, mas pouco rigoroso. A Cassel S.A., Bebidas preparou-se bem para esse previsto aperto de final de ano e agora pode servir ao menos razoavelmente seus fregueses. Na parte de refrigerantes laranjada, principalmente, a empresa não está enfrentando maiores problemas.

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Ao contrário dos outros revendedores hamburguenses, Felipe C. Moehlecke, perto do Estádio Santa Rosa, está tranquilo para essa entrada de ano novo. Ele, no entanto, não tem chope para vender. Apenas a cerveja (Serramalte) e refrigerantes são por ele distribuídos. É ele próprio que fala das vendas desse final de ano.

“Com relação ao ano passado está bem melhor. Eu, no entanto, me preparei, pois já esperava por isso. É verdade que as vendas estão racionadas, mas de minha parte, ao menos, até são bem moderadas. Nessa última semana, por exemplo, vendi 960 caixas de cerveja, o que significa 1900 dúzias, ao preço de 74 cruzeiros a caixa”, disse.

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Único revendedor da Coca-Cola em Novo Hamburgo, Kolling Bebidas não tinha mais Coca-Cola para fornecer aos consumidores de Novo Hamburgo já na semana do Natal. Osmar Kolling, um dos cinco proprietários da empresa, preocupado, comentava na sexta-feira: “Mandei um caminhão para Porto Alegre na quarta pela manhã e até hoje não recebi nada.”

Assim como a Coca, que para o consumidor (bares e armazéns) custa 20 cruzeiros a caixa, os outros produtos preocupavam. “A cerveja e os outros refrigerantes nós estamos racionando o máximo possível, pois se facilitarmos vai faltar também, porque o consumo está sendo muito grande neste final de temporada”, diz Osmar.

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