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CULTURA

Novo Hamburgo terá exposição de criações inéditas de Flávio Scholles

"Quadros que Falam" estreia na Casa CDL nesta quinta

Publicado em: 02/07/2025 às 07h:58 Última atualização: 02/07/2025 às 07h:58
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Em memória a Flávio Scholles (1948-2024), a Casa CDL receberá, a partir desta quinta-feira (3), às 19 horas, a exposição “Quadros que Falam”. Com curadoria de Ana Hauschild, a mostra apresenta uma seleção inédita de obras escolhidas pelo próprio artista pouco antes de sua morte.

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Ana Hauschild é a curadora da mostra   | abc+



Ana Hauschild é a curadora da mostra

Foto: Bruna de Bem/GES-Especial

Filha do artista, Rudaia Scholles foi quem esteve com ele em seus últimos dias. Devido a essa forte conexão e convivência, auxiliou na escolha das obras. Um dos últimos desejos dele, segundo a filha, era fazer a exposição dos “Quadros que Falam”, que conta com 20 pinturas. A técnica predominante da série é óleo sobre tela e, apesar das figuras femininas, a proposta vai além da representação de gênero. “Ele sempre admirou muito as mulheres, mas o foco aqui é a energia feminina como força sensível, receptiva e transformadora”, conta Rudaia.

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Feminino

As obras são recortes de mulheres nas quais ele acreditava que seriam pontos de intuição e mudança do mundo”, explica a curadora da mostra, Ana Hauschild.

Sala interativa convida visitante a se expressar

Um dos destaques da exposição é uma sala interativa, com apenas uma tela e um espaço silencioso. O visitante poderá se sentar em frente à obra, contemplá-la e escrever as impressões e sensações provocadas. “Esse é o momento de poder trazer os trabalhos dele, uma homenagem, já que fazia tempo que ele não tinha exposições.

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Reconhecido como um dos maiores nomes da arte gaúcha, Scholles construiu ao longo de quase cinco décadas uma trajetória marcada por séries como Colônia, Êxodo, Cidade e Origens, que retratam vivências pessoais e transformações sociais do Vale dos Sinos. Em “Quadros que Falam”, o artista se aprofunda em uma dimensão subjetiva, propondo que suas telas representem os primeiros sinais de uma comunicação com o universo — uma espécie de linguagem não racional, conectada à intuição e à energia feminina.

A exposição integra a programação cultural da Casa CDL, na Rua Domingos de Almeida, 708, com entrada gratuita. A mostra segue aberta ao público até o dia 9 de agosto.

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