“Um ano depois, as pessoas pensam que a enchente já passou, que ficou para trás. Mas ela ainda ecoa forte”, alerta a professora Sheila Parnoff, coordenadora do projeto ambiental da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Arnaldo Grin, no bairro Santo Afonso.

Foto: Francine Silva/GES-Especial
Em maio do ano passado, ela e as alunas Lívia Guimarães, Isabela Hauenstein e Maria Isadora Wickiewicz viram a escola ser coberta por água e a lama invadir o bairro e atingir suas próprias casas. Um ano depois, no entanto, elas fazem do drama a motivação para estudar a fundo as mudanças climáticas e entender como é possível evitar novos episódios.
Com o apoio da profe Sheila, responsável pela disciplina de iniciação científica, as alunas arregaçaram as mangas e foram atrás de respostas. O resultado do trabalho de pesquisa conquistou o primeiro lugar na mostra da escola e já foi apresentado até em Porto Alegre.

Foto: Divulgação
Graças ao desenvolvimento dos estudos, a escola recebeu a doação de uma miniestação climatológica e, há poucas semanas, começou o plantio de uma minifloresta no pátio do colégio. “Nosso sonho é chegar a uma escola resíduo zero, sendo modelo de transformação para o bairro”, conta o diretor Fernando Bertuzzi.