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FECHADA HÁ UMA SEMANA

O que já se sabe sobre a superbactéria identificada na UTI do Hospital Municipal de Novo Hamburgo

Sete pacientes que estavam na unidade foram realocados para a Sala Amarela da instituição

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Publicado em: 11/08/2025 às 11h:32 Última atualização: 11/08/2025 às 11h:32
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Nesta segunda-feira (11) completa uma semana que a UTI Adulto do Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) está fechada. O motivo do bloqueio temporário foi a identificação da presença da superbactéria Acinetobacter baumannii. Esse tipo de microrganismo pode apresentar alto risco de infecção, especialmente em pacientes hospitalizados.

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Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) | abc+



Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH)

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial

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A Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) enfatiza que, assim que foi confirmada a presença da bactéria, os órgãos competentes de fiscalização sanitária, tanto do Município quanto do Estado, foram oficialmente comunicados e as medidas regulatórias necessárias foram adotadas. Ainda na semana passada, foram adotadas ações de contenção.

O bloqueio e a desocupação temporária da UTI foram necessárias para a desinfecção completa do ambiente. Ainda não há previsão de reabertura da UTI. Estima-se que leve em torno de 15 dias o protocolo de desinfecção.

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Medidas

Foi restringida a entrada de novos pacientes e reforçado com as equipes assistenciais e de apoio a adoção de medidas de bloqueio epidemiológico e higiene das mãos. Foi também feito exame de rastreio para avaliar colonização de pele pela bactéria para os demais paciente expostos na UTI.

O local foi higienizado do teto ao piso, incluindo as paredes. Todos os equipamentos da área também passaram por limpeza.

Quanto aos pacientes com infecção por Acinetobacter baumannii, é feito tratamento específico com antibióticos escolhidos conforme o exame de sensibilidade da bactéria. Em casos resistentes, podem ser necessários medicamentos de uso restrito e acompanhamento especializado com a equipe da infectologia, além de medidas de isolamento para evitar novas transmissões no hospital.

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Identificação da bactéria

Nos dias 11 e 15 de julho, a UTI recebeu pacientes já portadores dessa bactéria. Os enfermos, inclusive, já se encontravam com medidas de precaução instaladas.

O primeiro caso de transmissão cruzada dentro da ala aconteceu no dia 16 de julho, e o segundo no dia 22 do mesmo mês — quando medidas de contingenciamento foram iniciadas após comunicação aos coordenadores da UTI, intensificação das medidas de precaução de contato e diminuição do fluxo de pessoas no setor.

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Pacientes realocados

Os sete pacientes que estavam na UTI foram realocados para a Sala Amarela da instituição, onde funciona a Unidade Neurovascular. Conforme a Fundação, o setor, que comporta as necessidades de tratamento intensivo, foi esvaziado para receber apenas essas pessoas — que permanecem em medidas de bloqueio epidemiológico, com alerta de precaução de contato.

“Cabe ressaltar que a bactéria não é transmitida pelo ar e, portanto, não expõe os demais pacientes em outros ambientes”, destaca a Fundação.

(*) Com informações de Stefany Rocha

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