Compreender, respeitar e incluir. Esses são os principais objetivos das oficinas gratuitas de sensibilização sobre acessibilidade atitudinal que ocorrem na próxima quarta-feira (9), em Novo Hamburgo. A atividade, que terá duas edições no Auditório Sebaldo, no Colégio Sinodal da Paz, é uma realização da Associação Beneficente Evangélica da Floresta Imperial (Abefi). A primeira turma, no turno da tarde, já está com todas as vagas preenchidas. Entretanto, ainda é possível se inscrever para a oficina noturna, das 19 às 21 horas.

Foto: Arquivo pessoal
Com duas horas de duração, o encontro será ministrado por Mimi Aragón, profissional com experiência em acessibilidade comunicacional. A proposta inclui uma introdução aos conceitos básicos da acessibilidade atitudinal, terminologia, marcos legais, orientações de convivência e exibição de um curta-metragem com recursos de acessibilidade.
Mimi destaca a importância do diálogo e da escuta como formas de quebrar barreiras e ampliar a empatia entre as pessoas. Segundo ela, embora existam avanços nessas áreas nos últimos anos, ainda há inseguranças no dia a dia.
“A Lei Brasileira de Inclusão, que completou dez anos agora em junho, trouxe mais visibilidade para as questões das pessoas com deficiência. Hoje, vemos pessoas com deficiência na televisão, nas novelas, nas ruas. Ainda assim, muitas pessoas sem deficiência têm receio sobre como se dirigir a elas. Como conviver? Como agir de forma respeitosa e acolhedora? Esses encontros são fundamentais para tratarmos dessas dúvidas”, disse.
“Vamos falar sobre os tipos de deficiência — física, visual, intelectual, a comunidade surda —, sobre terminologia e sobre os números da deficiência. Quero propor uma troca, uma conversa em que as pessoas se sintam à vontade para perguntar, entender e se preparar para viver num mundo que é de todos nós”, acrescentou.
Mimi também reforça que o debate sobre acessibilidade deve ser cada vez mais coletivo, já que o tema impacta toda a sociedade — especialmente em um cenário de crescente longevidade da população brasileira.
“O Censo de 2022 mostrou que estamos vivendo mais — e isso é ótimo. Mas com o aumento da longevidade também vêm algumas perdas: enxergamos menos, ouvimos menos, temos mais limitações de mobilidade. Então precisamos mesmo estar integrados a esse mundo que exige empatia e compreensão. É sobre isso que vamos conversar: abrir espaço para atitudes mais respeitosas, inclusivas e acolhedoras. Acessibilidade diz respeito a todos nós, e o quanto antes a gente entender isso, melhor será nossa convivência em sociedade”, concluiu.
O Colégio Sinodal da Paz fica na Avenida Pedro Adams Filho, 1974, bairro Industrial, próximo à Estação Industrial do Trensurb. A participação é gratuita mediante inscrição, com vagas limitadas. Para participar, basta clicar aqui e preencher o formulário.
O projeto Meu País Plural: Danças e Sabores tem o apoio do Ministério da Cultura/Governo Federal sob o Termo de Fomento nº 968696/2024.