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NOVO HAMBURGO

"Ou a educação muda, ou a violência continua": Escola cria campanha de conscientização contra violência contra a mulher

Instituição organiza formações com os professores para abordar tema em sala de aula

Publicado em: 11/02/2026 às 08h:26 Última atualização: 11/02/2026 às 16h:52
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“Ou a educação muda, ou a violência continua.” Este é o tema da campanha organizada pelo Instituto Estadual Seno Frederico Ludwig, do bairro Canudos, de Novo Hamburgo.

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A iniciativa, idealizada desde janeiro pelo diretor José Silon Ferreira e pela vice-diretora Sônia Alves Priebe, teve sua primeira formação com professores nesta terça-feira (10), através da palestra sobre a Lei Maria da Penha com a escrivã da Polícia Civil do RS, Ionita Késia Pereira.

Campanha de combate à violência contra a mulher no Instituto Estadual Seno Frederico Ludwig | abc+



Campanha de combate à violência contra a mulher no Instituto Estadual Seno Frederico Ludwig

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial

O objetivo, segundo Ferreira, é fazer com que a escola possa vir a ser um ambiente de conscientização contra a violência, formando cidadãos menos agressivos e mulheres mais empoderadas.

“A ideia surgiu quando a gente viu os números de feminicídios agora em janeiro, então quisemos fazer uma campanha que pudesse movimentar mais as pessoas em relação ao cuidado com a mulher”, afirma Ferreira.

“Já em janeiro atuamos pelas mídias sociais por meio do nosso marketing e agora os professores recebem formações tanto sobre a Lei Maria da Penha como de um antropólogo que fala sobre relações tóxicas”, continua.

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Empoderamento feminino desde cedo 

Para além da dinâmica de relacionamentos abusivos, a campanha também incentiva o reconhecimento do protagonismo feminino na sociedade. Quem caminha pela escola se depara com cartazes reforçando a Lei 15.484 de 2020, de Diretrizes para uma Educação Não-Sexista.

Dentre as recomendações citadas nos cartazes, estão a inclusão de livros didáticos com autoras femininas, a observância nas citações de mulheres nos materiais e em quais situações são descritas, além de analisar se as imagens refletem as mulheres com igual proporção em relação aos homens.

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“Enquanto escola, temos o papel de educar para a valorização da dignidade feminina e o enfrentamento da cultura machista, inclusive dando voz a mulheres que se destacam como autoras de livros e abordando temas como a prevenção à violência doméstica como pauta permanente em todos os níveis escolares”, avalia Sônia.

Reflexão em sala de aula

Nesta terça-feira (10), a palestra da escrivã Ionita Késia Pereira trouxe detalhes sobre a descrição e aplicações da Lei Maria da Penha, além de canais que as mulheres podem procurar ajuda.

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José Silon comenta que, logo no primeiro dia de formação, todos os professores participantes devem trazer a temática em suas aulas.

“Todos vão trazer esse tema do feminicídio e das relações tóxicas em projetos relacionados com a sua disciplina. É muito importante levar isso desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o terceiro ano do Ensino Médio”, diz.

“Principalmente no momento que a gente vive, em que mesmo com o protagonismo das mulheres em diversas áreas, elas ainda vivem à mercê do machismo e da violência do homem na sociedade”, continua.

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A professora de química Eduarda Jost já começa a rascunhar a forma como trabalhará o assunto com os estudantes. “A gente começa na parte de mulheres na ciência, e daqui a pouco traz também como a dinâmica de um relacionamento abusivo afeta quimicamente o cérebro de uma mulher”, exemplifica.

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“Assim os estudantes entendem que é automático: tu sofre aquela ação, teu corpo tem uma reação, tudo está interligado. E depois, quando ela vai no médico, se precisar de algum medicamento para depressão, podemos abordar como aquele remédio vai agir no corpo”, prossegue.

Para o professor de física, Rinaldo Roberto de Almeida, a ideia ainda exige mais reflexão. “Estou achando muito interessante e muito importante falarmos sobre isso. A violência contra a mulher é inadmissível. Ainda não tenho em mente uma maneira de relacionar isso com as aulas de física, mas costumo tratar no decorrer da aula, intervindo quando acontece alguma coisa.”

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Próximas ações

Quarta-feira (11), às 8h: palestra com o antropólogo Dr. Luis Alexandre Cerveira sobre relacionamento tóxico

Quarta-feira (11), às 10h: palestra com a deputada Sofia Cavedon sobre a Lei 15.484/2020 (prevenção à violência nas escolas)

Quarta-feira (11), das 13h às 16h: professores desenvolvem projetos sobre o tema para aplicar com alunos no mês de março

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