Ouvir para Viver: Cuidados Auditivos e Inclusão. Este foi o tema da roda de conversa promovida na Casa das Artes nesta quinta-feira (18), em Novo Hamburgo.
Organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação (SDSH), a ação teve o objetivo de incentivar o cuidado auditivo e a inclusão social de pessoas com deficiência no cotidiano. O evento contou com palestras da fonoaudióloga e psicopedagoga Marliese Godoflite e da neuropsicopedagoga Lúcia Santos.
“Foi um momento de aproximação com a comunidade, no qual pudemos transformar informação técnica em orientação acessível e acolhedora. Nosso compromisso é garantir que o cuidado auditivo e a inclusão estejam presentes no cotidiano das pessoas, fortalecendo direitos e qualidade de vida”, afirma, por meio de nota, a titular da SDSH, Juciane Saul.
O secretário do Conselho Municipal dos Direitos e Cidadania da Pessoa com Deficiência, Leandro Matte, responsável por abrir o evento, ressaltou a necessidade de se falar sobre saúde auditiva e acessibilidade.
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“Às vezes a gente brinca que tem coisas que a gente ouve, mas não escuta. Vê, mas não enxerga. A importância está justamente aí, para que a gente consiga fazer com que a sociedade reflita e entenda que a ‘necessidade especial’ só é especial em comparação com aqueles que são ditos normais.”
Para Lúcia Santos, o debate é fundamental no tocante à prevenção do agravamento de alguns quadros. “A gente está sempre falando com os pais de bebês sobre esse cuidado. Quando não é levado a sério, dois ou três anos depois a criança entra num processo de perda auditiva com espera para fazer implantação de prótese com recuperação de estrutura da fala em função desses problemas”, comenta.
“Quando a gente fala em intervenção precoce, é sempre sobre os primeiros 24 meses de vida em que a família precisa ter atenção redobrada em relação aos primeiros cuidados com otites, os processos de infecção respiratória”, continua.
Lúcia ainda acrescenta que o atraso na fala também pode ser um sinal. “Quando aos dois anos a fala está atrasada, a primeira coisa que a gente pede para a família investigar é a organização auditiva.”
Marliese comenta que sua palestra teve foco nos cuidados do cotidiano. “O objetivo principal é falar sobre os cuidados com a audição e os aspectos de prevenção. Esse cuidado já começa desde a infância e a juventude, evitando volumes muito altos no fones de ouvido e a exposição a ruídos muito altos”, descreve.
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“Também se deve evitar o uso de cotonetes, pois pode acabar empurrando demais a cera ou até tirando demais, pois ela é uma proteção. Outra estratégia que se pode usar é conversar mais frente a frente, não muito de costas”, acrescenta.
O aposentado Reni Henn, de 71 anos, é morador de Santa Catarina, mas decidiu comparecer ao evento a convite do irmão, Valdir Henn, gerente de Políticas Públicas para a Pessoa Idosa.
“Acho esse assunto muito importante e quem não veio, vai se arrepender depois, porque perderam a oportunidade de assistir. E esse tema é relevante porque às vezes as pessoas têm um problema, mas não se importam muito, acham que é uma coisa passageira, e só depois se dão conta.”
A ação ainda teve parceria com as gerências de Políticas Públicas para a Pessoa Idosa e de Políticas Públicas para a Pessoa com Deficiência, além da participação de equipes das secretarias de Educação (SMED), Saúde (SMS), Núcleo de Atendimento Psicológico (NAP), Gerência da Média Complexidade e Atenção Básica.