Três dias após o anúncio da Petrobras, o preço da gasolina começou a mudar em alguns postos de combustíveis da região. Em ronda realizada pela reportagem por Novo Hamburgo nesta quinta-feira (29), foi possível encontrar a gasolina comum entre R$ 6,25 e R$ 6,29 em pelo menos três estabelecimentos.

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial
Porém, ainda há aqueles que vendem o produto por R$ 6,46 a R$ 6,49.
De acordo com o anúncio da empresa feito na segunda-feira (26), a alteração é consequência da diminuição em 5,2% do valor de venda das distribuidoras. Com isso, o valor de venda para as distribuidoras deve ser de R$ 2,57 por litro, com uma redução de R$ 0,14.
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Na data, a Petrobras afirmou ainda que os preços para as distribuidoras vinham sendo reduzidos em R$ 0,50 por litro desde dezembro de 2022. No total, considerando a inflação, essa diminuição é de 26,9%.
Por sua vez, a mudança não afeta combustíveis como o diesel, o etanol e o gás natural veicular (GNV). Em Novo Hamburgo, estes preços variam de R$ 5,65 a R$ 5,74, no caso do Diesel, R$ 4,79 no caso do Etanol e R$ 4,89 no caso do GNV.
GNV pode ficar mais barato
A petrolífera anunciou nesta terça-feira (27) uma redução nos preços de gás natural para as distribuidoras a partir deste domingo (1º). A alteração média deve ser de 7,8% em relação ao trimestre anterior e se deve à parcela indexada ao Henry Hub (referência para o mercado de gás natural nos Estados Unidos), que passou a valer em 2026.
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A empresa ressalta que as variações finais nos preços por distribuidoras dependem também dos produtos contratados e dos volumes retirados, considerando prêmios oferecidos pela Petrobras desde 2024 por performance e por incentivo à demanda.
Para o consumidor, vale destacar que o preço final não depende apenas do preço de venda da molécula pela companhia, mas também do custo do transporte à distribuidora, do portfólio de suprimento de cada uma, por suas margens e, no caso do GNV, dos postos de venda. Tributos federais e estaduais também interferem no valor.
As tarifas ao consumidor, segundo a Petrobras, também são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais. A mudança não se refere ao gás de cozinha, envasado em botijões ou vendido a granel.