A vergonha em pedir um absorvente na secretaria da escola fez nascer um projeto que ultrapassou os muros da Emeb Senador Salgado Filho, no bairro Canudos, e impactou a vida de estudantes de outros colégios da rede. As estudantes Bianca Teixeira e Emely Mattos dos Santos queriam resolver um dilema do cotidiano das meninas do 7° ano: o acesso a absorventes sem a necessidade de exposição. Afinal, nesta idade, o ciclo menstrual ainda é envolto a vergonhas e inseguranças.

Foto: Francine Silva/GES-Especial
“Primeiro, a ideia era deixar disponível nos banheiros, mas vimos que talvez isso não resolvesse. Foi então que, conversando com meu pai, surgiu a ideia de falar com uma empresa que produz absorvente”, conta Bianca.
E aquela ideia despretensiosa se tornou em um grande projeto: com o apoio de uma marca de produtos de higiene, as alunas conseguiram montar mais de 400 kits com absorventes e entregar não só para as colegas da escola, como também para outras três escolas do bairro.
“Fora isso, as alunas ainda conseguiram apoio da Smed e, em parceria com a Saúde, promovemos palestras sobre saúde da mulher, para as meninas, e puberdade, para os meninos”, conta a diretora Analice Silveira.

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