O tradicional 40º Rodeio Interestadual de Lomba Grande está movimentando Novo Hamburgo neste final de semana. Iniciado nesta sexta-feira (5), o evento ocorre até este domingo (7) na Sociedade Gaúcha de Lomba Grande.
O rodeio conta com premiações de mais de R$ 50 mil em provas campeiras e mais de R$ 10 mil nas artísticas, entre dança, declamação, chula, vocal, gaita, laço, gineteada, entre outros.
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A Sociedade Gaúcha, organizadora do evento, é a quinta entidade tradicionalista mais antiga do Estado, fundada em 1938 recebe competidores e tradicionalistas de diversas partes do RS.
O patrão da Sociedade Gaúcha, Alex Alexandre Silva, destaca que o evento atraiu mais de 15 mil pessoas apenas neste sábado (6) e contribui com a valorização da cultura tradicionalista no Estado.
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“Ele faz com que a entidade busque as raízes dela dentro do movimento tradicional, fazendo com que o bairro compartilhe dessa cultura. E hoje tem muito mais do que isso, tem pessoas de toda a região dançando, temos pessoas de Santa Maria, Cruz Alta Uruguaiana, Porto Alegre…”, afirma.
“No final do evento, o público total deve ultrapassar as 30 mil pessoas”, completa.
Público desfruta das atrações
As estudantes Nataliê Friedriesch, de 14 anos, Tainara Dias Dobler, de 15, e Camila Dill, de 15, integram a corte do CTG Harmonia Gaúcha, de Ivoti. As três vieram para Novo Hamburgo para participar de provas como as de declamação e de dança.
“Participar do rodeio é uma experiência única, é uma emoção muito grande estar aqui dançando. Eu participo das provas de declamação e da invernada desde que entrei no CTG, em 2023”, conta Nataliê.
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Assim como a amiga, Tainara também participa da invernada há dois anos. Já na declamação, a adolescente iniciou neste ano.
“Participar do rodeio é uma emoção muito boa, principalmente se for com as pessoas que eu mais amo. Dentro do tablado a gente consegue expressar emoções que fora dele a gente não consegue.”
Camila, por sua vez, já vem ao rodeio há mais tempo: desde 2017. “Acho que nós, jovens, temos que mostrar para o mundo a cultura e a tradição do Rio Grande do Sul, que é uma coisa que está sendo perdida”, comenta a adolescente, que participa da declamação pela primeira vez neste ano e já dança desde 2020.
Já o metalúrgico Marlon Pires Bazzotto, de 34 anos e morador do bairro Campestre, de São Leopoldo, foi ao rodeio para assistir às provas de laço. “Eu nasci no meio tradicionalista, então venho desde que nasci e agora quero mostrar para o meu filho também.”