Técnico campeão da Série A2, Rogério Zimmermann concedeu entrevista ontem para a página do Esporte Clube Novo Hamburgo, onde fez uma análise da reta final da campanha vitoriosa. O treinador destacou o desempenho da equipe, as dificuldades e, principalmente, o papel da torcida anilada ao longo da competição.

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Zimmermann começou falando sobre o acesso das duas equipes finalistas. “Primeiro, eu acho que foi por justiça as duas equipes terem obtido o acesso, foi com merecimento”, reconheceu.
O treinador fez questão de destacar a importância de ter feito o primeiro jogo da final em casa. “Nós tínhamos que aproveitar o fator local. E o nosso time, até pela qualidade do nosso gramado aqui, era mais leve, de mais mobilidade, não é um time de confronto físico. Já o Inter Santa Maria era um time forte fisicamente, é aquele time que busca o confronto”, explicou.
O Novo Hamburgo venceu por 3 a 2 no Estádio do Vale, garantindo uma vantagem para o segundo jogo. Zimmermann lembrou que o mesmo padrão se repetiu em jogos decisivos anteriores: “Fizemos um grande jogo. Foi assim contra o Gramadense em casa, onde vencemos por 5 a 1. Também foi assim contra o Aimoré, ganhamos de 3 a 1, e foi assim contra o Inter que nós fizemos três gols.”
Pressão em Santa Maria
“Sabíamos das dificuldades do próprio ambiente”, comentou Zimmermann, que lamentou o comportamento de parte da torcida adversária. Durante a partida, o zagueiro Jhonata foi atingido na cabeça por um objeto arremessada das arquibancadas. “O médico que atendeu disse: ‘Se fosse um ou dois centímetros mais para cá ou para lá, poderia até cegar’. Foi lamentável.”
Apesar do estilo de jogo do Inter, o Noia neutralizou as principais ações do adversário. Segundo Zimmermann, o diferencial da equipe campeã foi o comportamento dos atletas em momentos de pressão.
“O nosso jogador começou a jogar mais na adversidade. Ele cresceu. Essa foi uma característica dessa equipe. Ficou justa a volta olímpica, a festa. Parabéns aos atletas, à comissão técnica, à diretoria, aos funcionários e principalmente ao torcedor.”
Identificação com o clube
Zimmermann também falou sobre a importância de entender a cultura do clube. “Eu sou um treinador que, quando chego nos clubes, procuro conhecer a cultura, ter contato com o torcedor, que é a razão de qualquer clube. Respeito muito isso.”
O apoio das arquibancadas, segundo ele, foi crucial nos momentos mais difíceis. “Sempre dizem que o torcedor é o 12º jogador. Eu discordo. O torcedor é o primeiro. Depois vem o goleiro, o lateral, os outros.”
Por fim, o treinador celebrou a conquista e agradeceu ao elenco pelo desempenho e comprometimento ao longo da campanha.
“Foi muito importante, foi fundamental esse contato da torcida com os atletas. A recepção no estádio, a emoção do torcedor… isso não tem preço.”
“Eu vou guardar essa passagem como uma das mais felizes da minha carreira. Já vivi muita coisa no futebol, mas esse período foi curto, intenso e muito feliz. Foi escrita uma página bonita do Novo Hamburgo”, finalizou o treinador, que ainda não confirmou a renovação de contrato para o Gauchão 2026.