Foi lançado na noite de sexta-feira (27) o projeto “Murais da Sociedade Cruzeiro do Sul – inclusão e diversidade”. O evento de inauguração ocorreu na quadra da escola de samba e celebrou a pintura artística da fachada e dos muros internos da Sociedade Cruzeiro do Sul, de Novo Hamburgo.

Foto: Bruna de Bem/GES-Especial
Com a participação da comunidade, a festa se fundiu ao projeto Sarau do Cruzeiro e teve direito a muita música com o Grupo TEAprochega – Uma Sinfonia Diferente RS e 50 Tons de Pretas, show do rapper Zilladxg, da Velha Guarda de Cruzeiro do Sul e do músico Carlos Badia. Ainda teve roda de conversa com os artistas envolvidos na pintura, poesia e mostra de trabalhos de artistas independentes.
“Esse é o primeiro clube social negro do Vale do Sinos, um lugar de colonização alemã. Nós temos que preservar e reconstruir a história do povo afrodescendente da região. Então, atitudes como essa, de revitalização, têm esse significado, principalmente em 2026, quando completamos 103 anos de fundação”, comenta o presidente da Sociedade Cruzeiro do Sul, Deivis Rafael da Silva.
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Inclusão
O TEAprochega – Uma Sinfonia Diferente RS se apresentou no espaço, sendo este o primeiro musical de crianças com autismo do Rio Grande do Sul. Desenvolvido em Novo Hamburgo, o projeto é coordenado pela banda 50 Tons de Pretas e envolve a musicoterapia e a música como ferramenta para o desenvolvimento dos integrantes.
A realização do projeto se deu através de recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do governo federal e Ministério da Cultura, com apoio da Secretaria de Cultura de Novo Hamburgo. A produção do projeto é assinada pelo coletivo Arte Trabalhadora, em parceria com a produtora cultural Fernanda Rodrigues.
Galeria de arte enaltece importantes personagens da história da Cruzeiro
São, ao todo, 100 metros quadrados de pinturas, com oito murais dentro da sede da Cruzeiro do Sul e galeria a céu aberto.
A iniciativa teve como ponto de partida o planejamento das pinturas que ganharam vida pelas mãos dos artistas visuais hamburguenses Raquel da Silva e Raniel Machado.
Entre as imagens, destacam-se pessoas importantes para a história do clube e os artistas envolvidos estão ligados diretamente ao clube. O leão, símbolo da bateria do Cruzeiro, está presente entre as pinturas.
O projeto ainda prevê três oficinas de Graffiti e Consciência Negra, aos sábados, na Cruzeiro do Sul, visitação de escolas aos murais desenvolvidos e a produção de um minidocumentário sobre o processo de realização dos muros, com participação dos envolvidos na criação e representantes da Cruzeiro do Sul.