Depois de superar a marca de 12 mil ocorrências em 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Novo Hamburgo entra em 2026 com planos de expansão e investimentos voltados à qualificação do atendimento prestado à população. Com uma média superior a 750 chamados por mês, o serviço atua tanto em situações clínicas quanto traumáticas e atende, além de Novo Hamburgo, os municípios de Campo Bom, Ivoti, Dois Irmãos e Estância Velha.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Atualmente, o Samu de Novo Hamburgo opera com três viaturas — duas de suporte básico de vida e uma de suporte avançado — além de dois veículos reserva, utilizados em casos de manutenção ou falha mecânica. As equipes são formadas por condutores-socorristas, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos, conforme o tipo de atendimento. Em 2024, o serviço havia registrado pouco mais de 9,5 mil ocorrências, número que cresceu significativamente no último ano.
Segundo a coordenadora do Samu de Novo Hamburgo, Tainah Lindner, o aumento na demanda já aponta para a necessidade de reforço na frota. “Em decorrência do número de atendimentos, existe uma demanda clara para ampliação. O planejamento para 2026 prevê, pelo menos, mais uma viatura de suporte básico, o que levaria o serviço a operar com quatro ambulâncias”, explica. A aquisição de compressores externos automáticos também está como prioridade.
Reforço também em duas rodas
Além da nova ambulância pretendida, está em fase de planejamento a implantação do serviço de motolância, modalidade ainda inédita em Novo Hamburgo, mas já utilizada em cidades como São Leopoldo e Canoas. A proposta prevê o uso de motocicletas para o primeiro atendimento em ocorrências de maior gravidade, permitindo uma chegada mais rápida da equipe ao local.

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“A motolância possibilita a estabilização inicial do paciente antes da chegada da ambulância, o que melhora o tempo-resposta, especialmente em áreas mais distantes, como Lomba Grande, e em casos como paradas cardiorrespiratórias e traumas graves”, destaca Tainah.
Para viabilizar o projeto, uma emenda parlamentar no valor de R$ 100 mil já está garantida. O recurso, destinado pelo deputado federal Covatti Filho (PP), deve ser liberado até março, conforme a coordenadora, dependendo dos trâmites do governo federal. A captação foi articulada pelo assessor responsável por projetos e captação de recursos do hospital, Cleber Zarono, e pelo chefe do patrimônio, Renan Gobbi.
Sede nova
Outro avanço previsto para os próximos meses é a mudança da sede do Samu. Atualmente instalado junto ao Hospital Municipal, o serviço deve ser transferido para um prédio público próximo à Prefeitura. A nova estrutura permitirá melhores condições de trabalho e uma localização mais centralizada, facilitando a logística de deslocamento das equipes. “O espaço atual já não atende a todas as necessidades do serviço. A mudança depende de algumas etapas burocráticas, mas deve ocorrer em breve”, afirma a coordenadora.
No campo da prevenção e da educação em saúde, o Samu também projeta a retomada do programa Samuzinho, iniciativa do governo federal voltada à capacitação de crianças em primeiros socorros. O projeto prevê encontros mensais em escolas em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, com atividades práticas conduzidas por profissionais do Samu. “A proposta é capacitar as crianças para reconhecer situações de risco e agir corretamente em emergências, sempre em um ambiente controlado”, explica Tainah. O projeto deve ser apresentado oficialmente em fevereiro.

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Tempo de resposta
No dia a dia, o trabalho das equipes exige resposta rápida e tomada de decisões sob pressão. O tempo máximo de saída da base, conforme o socorrista Célio Severo Ribas, é de até um minuto após o acionamento, e o deslocamento até o local da ocorrência varia entre sete e dez minutos em qualquer ponto da zona urbana de Novo Hamburgo. A maioria dos atendimentos é de natureza clínica, envolvendo principalmente idosos, pessoas com comorbidades e situações ocorridas dentro de residências.
As equipes passam por treinamentos mensais e seguem protocolos definidos pela Central de Regulação do Estado. Nos atendimentos de suporte básico, a regulação orienta o destino do paciente — hospital, UPA ou permanência em casa. Já nos casos de suporte avançado, a decisão cabe ao médico da equipe, em articulação com a regulação municipal.

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