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APRENDIZADO

Saúde mental pelo SUS na prática: estudantes participam de imersão na rede pública

Alunos de diversas regiões do país acompanham rotinas do sistema até o dia 31

Publicado em: 27/01/2026 às 17h:01 Última atualização: 12/05/2026 às 16h:28
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Presenciar e aprender sobre a realidade da saúde pública no País. Este é o propósito do programa Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS), que tem atividades em Novo Hamburgo até o sábado (31).

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Dentro da temática de saúde mental, alunos de diversos cursos no âmbito da saúde são levados a conhecer não apenas a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), como também o trabalho dos agentes comunitários de saúde e endemias e serviços de média e alta complexidade, como é o caso de hospitais.

“Tudo está interligado, todos tem que estar caminhando de mãos dadas. Não adianta só Atenção Primária fazer a sua parte, acolher o paciente, e não ter esse suporte da Saúde Mental. Eles têm que estar interligados para oferecer o melhor serviço ao paciente”, explica o coordenador de Atenção Básica da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo, Cassiano Huff Goulart. 

Nesta terça, o foco foi a Atenção Primária, com circulação com os Agentes de Combate às Endemias, Agentes Comunitários de Saúde e membros do Programa Infância Melhor (PIM) e Programa Amigos do Bebê.

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Durante a ação, as equipes apresentaram aos alunos a rotina e os desafios da saúde pública, bem como a importância de atender aos pacientes com empatia, explicando termos técnicos de maneira mais sensível e acessível possível.

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A estudante de Medicina Julia Noack Monte, de 24 anos, é estudante da PUC e veio de Curitiba (PR) para participar da imersão. “O que me motivou a escolher esse curso foi essa convivência cara a cara e poder ajudar as pessoas, enxergar que às vezes o problema de uma pessoa não é só a doença em si, mas o contexto social”, afirma.

“O Ver SUS é importante para a gente poder ver essa realidade. Até por eu ser de uma faculdade privada, às vezes o pessoal fica muito fechado na bolha dos hospitais privados”, continua.

Também estudante de Medicina, Giovana Lais Eckert, de 26 anos, defende que é fundamental participar de experiências como essa. “É extremamente importante a gente ter o contato direto com as diferentes realidades, com diferentes territórios e diferentes formas de se pensar e fazer saúde”, comenta.

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“Entender que existem diversas realidades”

“Enquanto a gente se forma em saúde, a gente precisa saber onde a gente vai trabalhar, como a gente vai trabalhar, entender que existem diversas realidades, diversas pessoas. Todo mundo deveria buscar mais, porque no currículo tradicional nem sempre tem esses espaços, esses acessos”, continua.

Bruna Posser, de 28 anos, é estudante de Psicologia da Unisinos, moradora de Canela (RS) e estava com grandes expectativas para a participação no programa. “Eu também tive experiência no Ver SUS em Porto Alegre e estava ansiosa para participar por ser num formato diferente, mais focado em saúde mental, e isso atravessa todas as áreas da saúde”, diz.

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“É importante termos a vivência, estar em um coletivo e aprender de forma diferente da tradicional, dentro de uma sala de aula na universidade. Aqui estamos aprendendo na convivência, conhecendo outras pessoas, de diferentes cursos, professores, outros profissionais”, acrescenta.

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Ações nos próximos dias

De acordo com informações encaminhadas pela Prefeitura de Novo Hamburgo, as atividades do Ver-SUS desta quarta-feira (28) terão visitas em serviços de média e alta complexidade, como hospitais e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Os serviços do RAPS devem ser visitados nesta quarta (28) e quinta-feira (29), ainda segundo a Prefeitura. Já nesta sexta-feira (30), o cronograma prevê visita ao Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre.

O encerramento deve contar com um sarau cultural na Casa da Praça, no bairro Boa Vista, no sábado (31), das 14h às 18h.

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