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PAIXÃO

Seja como lazer ou fonte de renda, arte move artistas em Novo Hamburgo

Teatro Paschoal Carlos Magno se encheu desses sonhos, num caminho aberto por Luis Fernando Rodembuch e a Pororoca Cultural

Publicado em: 05/06/2025 às 14h:26 Última atualização: 05/06/2025 às 14h:27
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Viver da arte não é e nunca foi fácil. Na maioria das vezes, os artistas precisam conciliar outras profissões para se manterem financeiramente enquanto tentam ascender nas suas respectivas áreas culturais. Mesmo assim, o amor pelas atividades faz com que eles nunca as abandonem, seja elas já contribuindo como renda extra ou apenas como passatempo.

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De boina, Arturzinho  lidera peça que tem no elenco 15 participantes idosos e cheios de energia | abc+



De boina, Arturzinho lidera peça que tem no elenco 15 participantes idosos e cheios de energia

Foto: Fotos Gabriel Stöhr/GES Especial

Recentemente, o Teatro Paschoal Carlos Magno, em Novo Hamburgo, se encheu desses sonhos, num caminho aberto por Luis Fernando Rodembuch e a Pororoca Cultural. “Tem tanta gente talentosa e a intenção é dar espaço para eles de subir no palco e mostrar o trabalho”, explica Rodembuch.

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Talentos como o de Thiago Salamoni e Thiago Tenório, que apresentaram um convite à imersão sensorial. Eles apresentaram a obra Alquimia Musical – O Céu de Dentro, um espetáculo único que transcende o palco e toca a alma. Entre canções autorais e poesias marcantes, conduziram o público a uma jornada sonora em que instrumentos de diversas partes do mundo – muitos deles utilizados em rituais ancestrais de cura – se entrelaçam com versos e melodias para criar uma atmosfera mágica.

“Eu vivi durante 15 anos na Austrália e lá eu criei um projeto chamado Nomad Healers, que no português significa algo como os curandeiros nômades, e é sobre conectar pessoas e compartilhar amor, tendo impacto positivo na vida de outras pessoas e no mundo”, conta Salamoni. Apesar das trajetórias distintas, a dupla acabou se encontrando em Novo Hamburgo. Hoje, vivem em Lomba Grande com atividades ligadas à sua arte.

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Idade não é barreira

Se engana quem pensa que a paixão pela arte é algo que passa com o tempo. Aos 83 anos, Artur Manoel de Oliveira não abandona os palcos por nada. Ele conta que já fez diversas outras atividades para garantir seu sustento, mas nunca deixou sua paixão pela cultura de lado.

No espetáculo no Carlos Magno, Arturzinho atuou e dirigiu a peça Ressaca. A obra conta com cerca de 15 participantes idosos cheios de energia e foi produzida exclusivamente para aquela noite.

“É uma esquete de cerca de 10 minutos e se passa nos anos 1950 no bairro Hamburgo Velho. Eu me criei por ali, já era rapaz naquela época, então falo com propriedade”, explica.

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“Nós atuamos com o Reino Encantado, nosso grupo que existe desde 2017. Ele é uma continuação de um trabalho que por um tempo ficou esquecido, mas nos juntamos de novo e agora estamos aqui”, acrescenta.

Bem mais jovem que a maioria dos produtores, Vitor Mendes, 24, é o “sangue novo” no setor artístico da região. Nascido e criado em Dois Irmãos, veio a Novo Hamburgo no final da adolescência e teve contato com a ParaNóia. Agora, tenta a sorte com a própria produtora, a Asas de Papel Produções. “Não é fácil. Tem que investir tempo, energia e dinheiro, para, bem depois, ter um retorno. Hoje estamos com a produtora melhor estruturada, mas ainda tem muito a fazer.”

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Para a vida toda

A arte é democrática. Se há aqueles que vivem do que a arte pode lhes oferecer, há também aqueles que optam por seguir no meio artístico apenas como forma de lazer. Esse é o caso de Gustavo Lemmertz, 57, o Guga, que é proprietário de uma loja de peças automotivas, mas, nas horas vagas, produz um podcast com os amigos.

“A gente gosta muito dessa área. Hoje mesmo eu estava no trabalho e pensando no que a gente poderia fazer de diferente aqui de noite. Então isso nos da até mais energia”, relata Lemmertz, ao lado de Éverton Felix, 60, outro participante do programa. Juntos de Rodembuch, eles fizeram o encerramento da Pororoca Cultural com uma apresentação ao vivo no palco.

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