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Novo Hamburgo

"Seria vergonhoso", diz Ito Luciano ao justificar retirada de pedido de cassação da vereadora Luciana

Vereador afirma que identificou "vícios" no processo e defende que projeto poderia ser derrubado judicialmente

Dário Gonçalves
Publicado em: 11/02/2026 às 18h:09 Última atualização: 11/02/2026 às 18h:09
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O vereador Ito Luciano (Podemos) afirmou que a retirada do pedido de cassação da vereadora Professora Luciana Martins (PT) evitou um possível constrangimento para a Câmara de Novo Hamburgo. Em entrevista exclusiva concedida ao Grupo Sinos durante um dos intervalos da sessão desta quarta-feira (11), ele declarou que o projeto apresentava “vícios” e poderia ser “derrubado” na Justiça.

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Ito Luciano pediu a retirada do projeto logo antes da votação | abc+



Ito Luciano pediu a retirada do projeto logo antes da votação

Foto: Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo

“Não adiantava tomarmos uma posição (de cassar o mandato), e daqui uma, duas semanas, o advogado de defesa derrubar o projeto. Seria vergonhoso! Ou faz a coisa bem feita, ou não faz”, afirmou.

O pedido de retirada ocorreu pouco antes da votação em plenário do Projeto de Resolução nº 4/2025, que formalizava a recomendação do Conselho de Ética pela cassação do mandato da petista por quebra de decoro parlamentar. A decisão partiu da bancada do Podemos, partido do relator do processo, vereador Ico Heming.

Insegurança jurídica

Segundo Ito, a discussão vinha ocorrendo nos bastidores há dias. Ele afirmou que a principal preocupação era a posição do relator, integrante da bancada, e a consistência jurídica do processo.

“Nós já vínhamos pensando (em retirar), porque a nossa preservação era o relator (Ico Heming), que é da bancada do Podemos. Então, falávamos para ele manter a posição que ele escreveu, da cassação. Mas, olhando o projeto, e (conversando) com o nosso presidente do partido (Naasom Luciano), que também é advogado, vimos que tinha vários vícios dentro do processo”, explicou o parlamentar.

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De acordo com o vereador, a avaliação foi de que uma eventual cassação poderia ser revertida judicialmente. “Não podemos tomar algumas posições em dúvida. Tu tem que ter certeza”, disse.

Decisão tomada minutos antes

Ito relatou ainda que a decisão foi consolidada momentos antes da sessão, após reunião entre integrantes da bancada e a direção partidária. “Tivemos que pedir para suspender a sessão por 20 minutos para consolidar o pedido, e aí entramos em consenso: o vereador Ico, que é o relator, o vereador Éliton, eu, e juntamente com o Naasom. E eu acho que foi tomada a melhor posição”, definiu.

O vereador também comentou que, na sua avaliação, as denúncias deveriam ter sido formalizadas na esfera policial desde o início. “Se eu fosse o presidente da Casa, no momento que as gurias relataram o assédio, a primeira coisa que eu diria para elas é atravessar a rua e ir fazer um B.O., porque tem que formalizar tudo direitinho.

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Ao final, Ito classificou a retirada como um “passo atrás” necessário. “A melhor coisa que tem na vida da gente é dar um passo atrás em algumas decisões. E foi o que nós decidimos. Fico muito orgulhoso dos companheiros por termos nos acertado e dado tudo certo.”

Com a retirada do projeto, o pedido de cassação não foi votado e o processo foi encerrado sem deliberação em plenário. Assim, a vereadora Luciana Martins (PT) mantém seu mandato.

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"Seria vergonhoso", diz Ito Luciano ao justificar retirada de pedido de cassação de vereadora de NH

Vereadora critica forma da retirada, mas comemora decisão

Logo após o anúncio da retirada do projeto, a vereadora Deza Guerreiro (PP) também se manifestou em plenário. Embora tenha celebrado a decisão de não levar o pedido de cassação à votação, ela criticou a condução do processo e afirmou que os demais parlamentares poderiam ter sido comunicados previamente.

“Eu acho que os três vereadores poderiam ter conversado conosco também para que juntos nós pedíssemos a retirada desse projeto, porque já sabíamos que nós votaríamos contra. Poderia ter passado para nós, para que isso não precisasse ter acontecido como está acontecendo, de as pessoas virem aqui e, neste momento, ser retirado o projeto”, declarou.

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Deza afirmou que considera correta a retirada, mas defendeu que o gesto deveria ter sido coletivo. “Acho ótimo que foi retirado, fico muito feliz. A vereadora Luciana não merecia, realmente. Mas o que eu estou dizendo é que poderiam ter comunicado os outros colegas para que a gente assinasse junto esse pedido de retirada, que é o que é justo e correto nessa Casa.

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