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CULTURA

Setor empresarial se mobiliza em apoio a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo

ACI, CDL e Sindilojas buscam alternativas para que a Orquestra de Sopros não encerre atividades

Publicado em: 19/03/2025 às 13h:39 Última atualização: 19/03/2025 às 17h:45
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A comunidade hamburguense entrou em comoção devido ao anúncio do encerramento de atividades da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo (OSNH). A informação gerou preocupação também ao setor empresarial da cidade, quando representantes já estão procurando alternativas para que a OSNH não chegue ao fim de sua trajetória de 72 anos.

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CONFIRA: Músicos contratados pela Orquestra de Sopros recebem menos de R$ 1,5 mil ao mês

Reunião ocorreu durante Fimec | abc+



Reunião ocorreu durante Fimec

Foto: Divulgação

Durante a Fimec na última terça-feira (18), reuniram-se dirigentes da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo (ACI), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Novo Hamburgo e Sindilojas Vale Germânico, juntamente do secretário Municipal de Cultura, Ângelo Reinheimer, e representantes do Instituto Arlindo Ruggeri, entidade mantenedora da orquestra.

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De forma solidária, o encontro serviu para discutir alternativas para a continuidade das atividades da OSNH mesmo após o anúncio do fim dos repasses de recursos por parte da Prefeitura.

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“Ficou ajustado que iremos promover ações e conversar com a administração do instituto para auxiliar na busca por subsídios até que a Orquestra consiga criar receita própria. Já temos a informação de há empresas interessadas em ajudar, mas não há nenhuma proposta concreta. Por isso, a ideia é sensibilizar quanto a manutenção da Orquestra”, afirmou o diretor-executivo da ACI, Fauston Saraiva. 

Para funcionar durante um ano, a OSNH tem um orçamento previsto de R$ 1,2 milhão.

Nesta quarta-feira (19) as entidades representativas da força produtiva e do setor de serviços da região publicaram uma carta em conjunto destinada ao prefeito municipal expressando “preocupação com relação à recente decisão anunciada sobre o corte de recursos destinados à Orquestra. Reconhecemos os desafios enfrentados pela administração pública na gestão dos recursos municipais e entendemos a necessidade de estabelecer prioridades em um cenário de restrições orçamentárias. Entretanto, acreditamos que a Orquestra ocupa um espaço fundamental na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e culturalmente rica, além de ser um patrimônio de inegável valor social e histórico para Novo Hamburgo e toda a região. (…) Colocamo-nos inteiramente à disposição para, em conjunto com a Prefeitura, dialogar e estruturar alternativas, como a mobilização da iniciativa privada, a construção de parcerias e o desenvolvimento de modelos inovadores de financiamento. Entendemos que esta é uma oportunidade de união entre o poder público e as entidades da sociedade civil para preservar um projeto que tanto contribui para a formação cidadã, a promoção da cultura e o fortalecimento social do município. Estamos prontos para liderar ou apoiar campanhas de captação de recursos e para reunir esforços que viabilizem a manutenção deste importante patrimônio cultural (…)”.

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Diretor da OSNH questiona prioridades

Na manhã desta quarta-feira (19), em entrevista ao Programa NH10 da Rádio ABC 103.3, com Cláudio Brito, o diretor artístico da OSNH, Gustavo Müller, disse acreditar que os cortes da área da Cultura não devam ser utilizados como discurso hoje em dia. “Dizer que a OSNH, que é referência de grupos orquestrais do Brasil, não é importante, é desconsiderar um patrimônio histórico”, comentou.

Sobre a busca de outros meios de recursos para manter o projeto, ele considera que não seja possível ocorrer a um curto prazo. “Não desconsidero que busquemos recursos de outras maneiras, mas a Prefeitura tem obrigação de manter a OSNH em funcionamento. Em curto prazo, a orquestra deixa de exercer suas atividades. Apenas a orquestra está sofrendo este ataque. A Fundação Scheffel, por exemplo, recebe recursos livres da Cultura, os mesmos quem mantêm a orquestra. Então a Fundação Scheffel também vai captar recursos via leis de incentivos? Ou isso não está em pauta por o secretário municipal de Cultura também ser curador da Fundação? Isso não é um ataque, mas é para pensarmos juntos”, destacou.

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Gestão Municipal diz que houve diálogo

Em coletiva de imprensa sobre novas medidas de enfrentamento à crise financeira do Município, ocorrida na tarde desta quarta-feira, o prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck, afirmou que houve diálogo com a OSNH sobre a decisão. “Somos pautados por diálogo, nenhuma decisão foi tomada da noite para o dia. Fizemos ajustes no orçamento para continuar com os sete polos do Núcleo de Orquestras Jovens, sendo um desafio muito grande para dar continuidade a esse trabalho que é muito importante para a cidade”, comentou.

Ainda na ocasião, a secretária Municipal de Gestão, Governança e Desburocratização, Andrea Schneider Pascoal, ressaltou o acontecimento de quatro encontros desde janeiro. “Foi explicada a decisão de manter os sete polos para dar continuidade ao atendimento das crianças. Também foi solicitado projeto para que pudéssemos buscar recursos através da Lei Rouanet. Ontem tivemos reunião com o Ministério da Cultura buscando apoio nesse sentido”, declarou. 

 

Relembre o caso

Na noite da última segunda-feira, a OSNH fez o anúncio do encerramento das atividades da Orquestra juntamente do fechamento de três polos de música para estudantes da rede pública, integrando o Núcleo de Orquestras Jovens. O motivo seria a falta de repasses dos recursos através do contrato com a Secretaria Municipal de Cultura, que não foi renovado em 2025.  

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Posteriormente, a Prefeitura divulgou uma nota sobre o tema. “Dos sete núcleos mantidos pelo Município, quatro estão com o convênio assinado e os outros três serão regularizados nos próximos dias. Para assegurar a continuidade do programa, o Município utilizará recursos federais destinados à Educação”.

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