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NOVO HAMBURGO

TARIFA DE ÁGUA: Saiba quais as alternativas apresentadas para reajuste nos próximos quatro anos

Decisão será tomada na próxima semana pelo Conselho Superior da agência de regulação

Publicado em: 18/12/2024 às 17h:22 Última atualização: 18/12/2024 às 17h:22
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Três propostas foram apresentadas pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan-RS) para a revisão tarifária da Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo. Os cenários variam em um percentual entre 32,58% a 8,55%, e ciclo de quatro ou cinco anos. A escolha acontece no dia 27 de dezembro em reunião do Conselho Superior da Agesan-RS.

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TARIFA DE ÁGUA: Saiba quais as alternativas apresentadas para reajuste nos próximos quatro anos

Foto: Divulgação

O principal impasse em relação ao reajuste se dá em razão de uma decisão judicial de 2018, que condenou a Comusa a pagar uma dívida de R$ 160 milhões a título de precatórios para a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). “Essa dívida vem sendo paga pela Comusa, o que muda é se a dívida vai continuar sendo paga pela Comusa ou se esse valor vai acabar saindo do caixa do Município”, explica o diretor geral da Agesan-RS, Demétrius Gonzalez.

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Foi justamente a criação da autarquia em 1999 que gerou a condenação judicial, e a mesma terá de ser assumida por alguém, segundo Gonzalez. “Alguém tem que pagar a dívida, seja a Comusa ou a Prefeitura de Novo Hamburgo. Essa versão passa pelos próximos precatórios da Comusa e do governo.”

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Durante a reunião realizada em Novo Hamburgo para abordar o tema da revisão tarifária, o diretor-geral Márcio Lüders foi taxativo no seu entendimento. “Não somos obrigados por lei a pagar precatórios, então não podemos levar em consideração este pagamento no cálculo tarifário.”

Audiência Pública para tratar da Revisão Tarifária da COMUSA  | abc+



Audiência Pública para tratar da Revisão Tarifária da COMUSA

Foto: Eduardo Amaral/GES-Especial

Como funcionará

Seja qual for a correção tarifária aprovada na próxima semana, ela valerá a partir de 2025, e nos anos seguintes o reajuste será apenas a reposição da inflação. O ciclo natural é de que o reajuste seja válido por cinco anos, mas no caso da Comus foram apresentada duas propostas de um ciclo de quatro anos.

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Gonzalez destaca que até 2033 todos os municípios brasileiros precisarão cumprir a meta de universalização de abastecimento de água e tratamento de esgoto em índices de 99% e 90%, respectivamente. “Em 2030, provavelmente a universalização já vai ter sido atingida e a tendência em todo o Brasil é que se diminua porque vai haver diminuição dos investimentos necessários”, projeta.

Investimentos

Para alcançar as metas de universalização será necessário um alto investimento, e o que fica no ar para o próximo governo é quem e como a conta será paga.

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“Se isso vai ser com recursos próprios da Comusa, financiamento, a partir de tarifa, ou isso vai ser a partir de uma privatização ou parcerização, vai depender de decisões políticas. A única coisa que nós [Agesan-RS] queremos é que os órgãos consigam atingir a universalização, e para isso, a gente vai ter que ter o impacto, seja de um subsídio do governo federal, estadual e municipal, ou o impacto tarifário, que é o que a gente tem visto ao longo do Brasil, da necessidade de alguém ter que pagar a conta. E nesse caso, o alguém vai ser a população, seja dessa maneira ou privatizando”, aponta Gonzalez.

Os cenários

Foram três cenários apresentados para a revisão tarifária, os dois primeiros prevendo a continuidade do pagamento de precatórios da prefeitura. No primeiro caso, o reajuste seria de 32,58% por um ciclo de quatro anos. Já no segundo cenário, o reajuste tarifário seria menor, de 25,52%, mas duraria por um ciclo de cinco anos.

O cenário mais favorável aos consumidores prevê um reajuste de 8,55% por um ciclo de quatro anos. Contudo, neste caso, a Comusa não faria mais o pagamento dos precatórios.

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