Sábado, 26 de abril de 2025. A nutricionista Aline Silva da Silva, 40 anos, estava em casa com o marido, Daniel Scheffer, 44, quando começou a sentir muitas dores. Praticante de esportes, Aline pensou que a dor era resultado de uma queda de bicicleta.

Foto: Arquivo Pessoal
O casal, que se conheceu em Novo Hamburgo, morava na cidade de Imperatriz, no Maranhão. Com o passar dos dias e a persistência do incômodo, resolveram ir ao médico. “Foi quando ele pediu uma ressonância. Ao receber o resultado, percebeu a presença do câncer. Nos falou para ir imediatamente para São Paulo”, conta Daniel.
Chegando na capital paulista, Aline passou por uma nova bateria de exames e as pernas pararam de mexer. Então, passou pela primeira cirurgia. “Retirou três vértebras e colocou 12 parafusos”, conta o marido. Depois de 48 horas, estava caminhando normalmente. “Os médicos falaram que a boa alimentação e os exercícios frequentes ajudaram na recuperação.”
Volta ao RS
A recuperação foi tão rápida, que a nutricionista recebeu alta. O casal resolveu voltar para o Rio Grande Sul e morar novamente em Novo Hamburgo. No entanto, 12 dias se passaram e as dores voltaram. “Mais uma vez ficou sem mexer as pernas”, diz o marido.
Ao consultar na Santa Casa, em Porto Alegre, foram avisados que o câncer de Aline havia voltado. Daniel explica que as células cancerígenas se espalharam, formando um novo tumor. “Ela passou por mais uma cirurgia altamente complexa.”

Foto: Arquivo Pessoal
O procedimento foi realizado no dia 17 de maio, na Santa Casa de Misericórdia. A recuperação foi rápida novamente, entretanto, 14 dias depois novo problema nas pernas. “Foi quando ela iniciou a radioterapia. Seriam 10 sessões até começar a quimioterapia”, revela Daniel.
Plaquetas baixas e necessidade de doação de sangue
No entanto, antes mesmo de começar a químio, Aline teve constatada um número muito baixo de plaquetas. Ela está internada na Santa Casa, se recuperando. Por isso, precisa de doações de sangue. “Isso mantém ela viva”, reitera o marido.
As doações podem ser feitas na própria Santa Casa (Av. Independência,75) em nome de Aline Silva da Silva, data de nascimento 8 de maio de 1985. “O tipo sanguíneo dela é O Negativa, o mais raro.”
O banco de sangue está aberto de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Aos sábados, as doações ocorrem das 8 às 12 horas.
Tipo de câncer raro
O tipo de câncer de Aline é raro. “Costuma aparecer uma ou duas vezes por ano na Santa Casa. Ela tem uma prima que teve o mesmo câncer, mas no coração. Ela sobreviveu, então a Aline se apega muito nisso também.” Daniel aproveitou para agradecer ao trabalha de toda a equipe no hospital. “O Doutor Rafael e Doutor Alisson estão fazendo trabalhos maravilhosos com suas equipes.”
Daniel também destaca a força de vontade da esposa. “Ela é fora do normal. Uma vibração, vontade de viver. Uma inteligência emocional muito grande.” E afirma que Aline está ensinando todos que estão em sua volta. “Tem que ter uma bravura gigantesca. Está ensinando a gente”, completa.
Um pouco da rotina de Aline é compartilhada no Instagram @aline.nutri.
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