Após clientes procurarem as autoridades para registrar um boletim de ocorrência contra a empresa de turismo religioso Operadora JPF, a Diocese de Novo Hamburgo emitiu uma nota de esclarecimento nesta quarta-feira (10).
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Foto: Reprodução
Pelo menos quatro pessoas buscaram esclarecimentos na segunda (8), data marcada para o início da romaria. Após meses de expectativa e prejuízos que, em alguns casos, passam dos R$ 5 mil, os passageiros receberam uma mensagem padrão na quarta-feira anterior (3) com a informação de que a viagem seria remarcada em função da falta de adesão.
Além de questionar o cancelamento e a informação recebida, os usuários reclamam que seguiam nesta quarta-feira sem retorno ou ressarcimento. “Eu tirei férias, me organizei. A minha mãe… É o sonho dela conhecer Aparecida. Se aposentou e, graças a Deus, conseguiu adquirir o pacote da viagem ‘pra’ ir ‘pra’ Aparecida, e aconteceu isso”, lamentou a auxiliar-administrativa Anderlise Wagner em entrevista à reportagem no dia do registro do BO.
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Sem vínculo com a empresa
Conforme nota, a Diocese de Novo Hamburgo afirma que não possui qualquer vínculo institucional, comercial ou contratual com a Operadora JPF e que também não participa da organização, gestão, comercialização ou prestação dos serviços oferecidos pela empresa, “não podendo ser responsabilizada por questões relacionadas às viagens ou aos contratos firmados entre a empresa e seus clientes”.
“Em nenhum momento promoveu oficialmente seus serviços, tampouco firmou acordos, parcerias ou compromissos relacionados à organização ou à divulgação de viagens e peregrinações”, afirma.
Além disso, coloca que as imagens de padres e bispos disponíveis no site e nas redes sociais da empresa “foram divulgadas sem a devida autorização”, pelo que a Diocese já adotou as medidas cabíveis e solicitou formalmente a retirada desse material.
Diz ainda que “os padres e bispos apresentados como ‘diretores espirituais’ não mantêm qualquer compromisso ou vínculo de representação com a empresa”. “Quando participaram de viagens organizadas por ela, o fizeram exclusivamente mediante convite para acompanhar espiritualmente grupos de peregrinos, sem que isso represente apoio institucional, recomendação oficial ou compromisso com futuras atividades promovidas pela empresa.”
Por fim, manifestou “solidariedade às pessoas que eventualmente tenham sido prejudicadas e coloca-se à disposição para prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários”.
Contraponto
A reportagem busca contato com a Operadora JPF desde segunda-feira, mas não teve retorno até esta quarta. O espaço está aberto.