O caso da viagem frustrada a Aparecida, em São Paulo, promovida pela Operadora JPF Turismo Religioso, de Novo Hamburgo, segue em investigação após passageiros frustrados procurarem as autoridades na última segunda-feira (8), data prevista de embarque para a cidade paulista.
Os envolvidos foram chamados para prestar depoimentos a partir desta segunda (15). O caso é apurado pela 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, com dois inquéritos policiais em andamento e, até então, quatro denunciantes.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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Em entrevista concedida ao ABCmais na última sexta-feira (12), o responsável pela empresa, Márcio Flores, informou que a viagem não foi realizada por não atingir o número mínimo de passageiros e que uma mensagem prévia teria sido enviada aos contratantes sete dias antes do embarque.
No entanto, problemas no sistema contribuíram para que o aviso fosse enviado nos dias seguintes. Este foi o caso da auxiliar-administrativa Anderlise Wagner, que recebeu o comunicado quatro dias antes da viagem. “Quando a minha mãe foi até a agência, a mulher que vendeu as passagens disse que só tinha mais quatro lugares no ônibus, então alguma coisa dentro de tudo isso não está fechando”, diz.
Flores reforçou que a próxima romaria para Aparecida será realizada no dia 10 de agosto, mas que, em casos de clientes que optem pela devolução, a empresa realizará o reembolso. “Aqueles que estão inscritos, se tiverem condições de ir nesta data, ótimo. Se não tiverem condições, nós temos mais de 20 romarias durante o ano para serem realizadas para Aparecida. Podem escolher qualquer uma. E aqueles que não desejarem ir, vamos devolver o valor integral”, salientou.
Porém, Anderlise menciona que tenta contato para buscar a devolução do valor investido desde sexta e ainda não teve retorno. “Eu acho que, como agência de viagens, eles têm que cumprir com o contrato, independentemente se tinha ou não a quantidade de pessoas para lotar um ônibus”, diz ela. Em contraponto, Flores afirma que a Operadora JPF informa aos clientes que, “quando aderem ao contrato, se o grupo não fechar, será agendada uma nova data”.
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A permanente falta de retorno vem frustrando Anderlise e a mãe, Demari Wagner, que desejava pagar uma promessa em Aparecida. “Estamos nos sentindo enganadas e ofendidas por tudo que está acontecendo”, afirma. As mulheres registraram Boletim de Ocorrência (BO) e o caso também foi a juízo das pequenas causas.