Na manhã desta sexta-feira (15), representantes da Vigilância Sanitária Municipal e Estadual estiveram no Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) para avaliar as medidas adotadas após o surto de uma superbactéria na UTI Adulto. O local está fechado desde o último dia 4.
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Foto: Paola Altneter/GES-Especial
A inspeção contou com a participação da direção, gerência assistencial, coordenação de enfermagem da UTI e equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH).
Segundo a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), “na data de ontem, foram realizadas coletas de swabs de superfícies e equipamentos na UTI, os quais foram enviados para análise”.
Resultado sai em uma semana
O resultado, conforme a FSNH, está previsto para ser divulgado em até sete dias. Caso os exames apresentem resultado negativo, o SCIH terá autonomia para autorizar a reabertura do setor.
Após a reunião, os técnicos visitaram tanto a UTI atualmente fechada quanto a Unidade Neurovascular, para onde foram realocados os pacientes que estavam internados no local.
Relembre o caso
A UTI Adulto do Hospital Municipal está fechada há 11 dias. O motivo do bloqueio temporário foi a identificação da presença da superbactéria Acinetobacter baumannii.
Esse tipo de microrganismo pode apresentar alto risco de infecção, especialmente em pacientes hospitalizados.
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Medidas tomadas
Assim que identificada a superbactéria, foi restringida a entrada de novos pacientes e reforçado com as equipes assistenciais e de apoio a adoção de medidas de bloqueio epidemiológico e higiene das mãos. Foi também feito exame de rastreio para avaliar colonização de pele pela bactéria para os demais paciente expostos na UTI.
O local foi higienizado do teto ao piso, incluindo as paredes. Todos os equipamentos da área também passaram por limpeza.
Quanto aos pacientes com infecção por Acinetobacter baumannii, é feito tratamento específico com antibióticos escolhidos conforme o exame de sensibilidade da bactéria.
Em casos resistentes, podem ser necessários medicamentos de uso restrito e acompanhamento especializado com a equipe da infectologia, além de medidas de isolamento para evitar novas transmissões no hospital.
Identificação da bactéria
Nos dias 11 e 15 de julho, a UTI recebeu pacientes já portadores dessa bactéria. Os enfermos, inclusive, já se encontravam com medidas de precaução instaladas.
O primeiro caso de transmissão cruzada dentro da ala aconteceu no dia 16 de julho, e o segundo no dia 22 do mesmo mês — quando medidas de contingenciamento foram iniciadas após comunicação aos coordenadores da UTI, intensificação das medidas de precaução de contato e diminuição do fluxo de pessoas no setor.
Pacientes realocados
Dos sete pacientes que estavam internados na ala, quatro foram infectados. Todos, contudo, precisaram ser realocados para a Sala Amarela da instituição, onde funciona a Unidade Neurovascular.
Conforme a Fundação, o setor, que comporta as necessidades de tratamento intensivo, foi esvaziado para receber apenas essas pessoas — que permanecem em medidas de bloqueio epidemiológico, com alerta de precaução de contato.
Os quatro infectados, conforme confirmou a FSNH nesta sexta-feira, estão recebendo tratamento específico para o combate.
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(*) Com informações de Stefany Rocha