Um informativo periódico que nasceu do desejo de fazer alunos lerem e escreverem mais: assim surgiu o Jornal do Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP), da Secretaria Municipal da Educação de Novo Hamburgo, realizado em integração dos estudantes e profissionais da entidade.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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O projeto, que teve a primeira edição em maio do ano passado, foi liderado pelas professoras Maria Leatrice e Bianca Martins Vessozi, mas se tornou uma construção coletiva. A última edição foi diagramada pelas estagiárias de Psicologia Valentina Emmert Schemes e Monik Krupp Welter. “Com a ideia de que as crianças pudessem se aproximar do processo de escrita com um formato prazeroso, do dia a dia deles no NAP, onde eles pudessem contar o que fazem aqui e compartilhar com as outras crianças”, relata Maria
Ao longo de quase um ano de produção, a impressão foi ampliada, chegando a 250 exemplares em março. Os assuntos divulgados são diversos, informa Maria. “É o que acontece no atendimento, que, conforme o profissional e a dinâmica, são coisas diferentes, e também alguma temática, como a Semana Literária”,
explica. Alunos podem indicar livros, jogos e outros temas de interesse no Jornal do NAP.
Além das famílias que recebem o informativo físico, o arquivo digital é disponibilizado por e-mail para as
mais de 90 instituições de ensino da rede municipal. “Já existe a comunidade do NAP, mas a gente quer aproximar ainda mais das escolas e das famílias, mostrar o que eles fazem aqui”, afirma Maria. Entre os planos futuros estão tornar todas as impressões coloridas, pois, atualmente, a maior parte é preto e branco, e até implementar um novo formato de papel.
Ideia é elaborar informativo mensal
Devido ao sucesso do projeto, o objetivo neste ano é produzir mensalmente o informativo, de acordo com a coordenadora do NAP, Flaviane Oliveira Scheffel. “Foi muito bom, todo mundo gostou muito de participar, as famílias deram bons retornos”, conta.
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Segundo o coordenador pedagógico do NAP, Tiago Trevisani, o intuito é também tornar o jornal um meio de comunicação pedagógica. “As famílias, quando recebem, ficam muito felizes de verem seus filhos nas fotos e ver o que estão fazendo”, comenta.
Serviço vai ser ampliado
O NAP atende cerca de 300 crianças, jovens e adolescentes, a partir dos 3 anos de idade, encaminhados por professores da rede municipal de ensino de Novo Hamburgo. “O NAP é um espaço de referência em educação inclusiva”, relata Trevisani. O atendimento é realizado em pequenos grupos, uma vez por semana, por profissionais da psicologia, psicopedagogia, psicomotricidade, intérprete de Libras, neuro educação, entre outros.
Conforme o coordenador pedagógico, o público do NAP é formado por estudantes do Atendimento Educacional Especializado (AEE), ou seja, Pessoas com Deficiência (PDCs), do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com Altas Habilidades (AH), além de crianças com dificuldade de aprendizagem e com algum tipo de sofrimento psicossocial.
Neste ano, o NAP completará 20 anos e, para comemorar, a o atendimento será expandido. “A nossa equipe vai ser ampliada, inclusive com mais especialidades, e a gente pretende atender cerca de cem crianças a mais”, antecipa Flaviane.
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