Uma construção irregular foi demolida pela Prefeitura de Novo Hamburgo na manhã desta quinta-feira (23). A edificação estava sendo erguida às margens da Estrada da Integração e, conforme a administração municipal, a proprietária havia sido notificada na semana passada, mas ignorou o pedido para que a obra fosse paralisada.
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Foto: Laura Rolim/GES-Especial
Como a notificação não foi atendida, a Prefeitura decidiu intervir nesta quinta. A demolição começou por volta das 9h30 e deve seguir até o fim do dia.
A ação faz parte de uma operação da Secretaria de Meio Ambiente e foi acompanhada pela Brigada Militar. Conforme o secretário Anderson Bertotti, o local é uma área pública. Ele também cita o processo de desocupação de áreas de invasão, de risco e públicas, o que vai de encontro com o prazo dado pela Prefeitura para a desocupação de invasões na Avenida dos Municípios, que chegou ao conhecimento dos moradores na tarde de quarta (22).
“É nossa obrigação coibir e impedir novas invasões para que não aumente ainda mais o passivo na área pública. Eles foram notificados na semana anterior para parar a obra naquele momento. Nos ignoraram, deram continuidade na obra, e hoje o Município está cumprindo uma ordem legal na área pública para desocupação dessa área que não está consolidada, é uma obra em construção ainda.”
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O advogado Ronaldo Matias Schneider, que representa a proprietária, Alessandra Chassot, 32 anos, esteve no local e conversou com a reportagem. Segundo ele, a família recebeu a notificação e o pai de Alessandra foi até a Prefeitura para argumentar que a residência da família havia sido levada pela enchente, por isso, a filha estaria construindo uma moradia mais resistente para que não ocorresse outro desabamento.
“Há muitos anos que há invasão, existem invasões em todos os lugares, é uma área que a Prefeitura não está ocupando”, expôs. Ainda conforme Schneider, autoridades tentavam tirar a proprietária de dentro da construção antes do início dos trabalhos. “Com a nossa chegada, nós conseguimos convencê-la a sair de dentro do prédio, até porque existe um processo administrativo que a gente vai tomar conhecimento dos autos posteriormente para ver se está tudo correto dentro dessa atitude da Prefeitura.”