Do Sul para o mundo: nascido e criado em Novo Hamburgo, a trajetória do goleiro Alisson Becker serve de inspiração para crianças e adolescentes que sonham em viver do esporte. Entre os anos de 2005 e 2007, Alisson estudou na Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) João Ribeiro, no bairro Canudos, e deixou boas lembranças entre os professores, tornando-se um exemplo para os estudantes que hoje frequentam as mesmas salas de aula e sonham em seguir seus passos dentro e fora dos gramados.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
A convocação para três Copas do Mundo ampliou o sentimento de orgulho da comunidade e o goleiro se tornou um símbolo entre os alunos – representado nos muros da instituição, em desenhos afetuosos e na busca incessante pela figurinha do jogador no álbum da Copa. O legado de um estudante de escola pública que chegou ao maior palco do futebol mundial é aplaudido e conta com a torcida vibrante de um público que acompanha cada conquista com admiração.
A professora de ciências da Escola João Ribeiro, Maristela Adams, acompanhou de perto o início da trajetória do jogador. Lecionando na escola há 25 anos, relembra o comportamento do goleiro enquanto estava no ensino fundamental. “O Alisson era um aluno bem tranquilo, embora gostasse bastante de brincar, de jogar futebol e de conversas laterais dentro da sala de aula, mas era um menino muito educado, toda vez que a gente solicitava algo para ele era bem proativo”, relata.
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A empatia com os colegas é outra caraterística marcante lembrada pela professora, além do esforço no esporte. “A gente vê que ele está super bem, que ele tem essa habilidade e está usando a favor dele. Outros alunos da escola têm ele como uma referência porque veem ele inclusive pintado no nosso ginásio”, menciona. Para além do futebol, uma das matérias favoritas de Alisson, conforme Maristela, era português.
O percurso trilhado e o sucesso alcançado é motivo de orgulho para quem viu os primeiros passos sendo trilhados. “Para mim é um privilégio porque eu acho que um ex-aluno ser convocado três vezes para a Copa é um feito muito grande e eu nunca imaginava isso. Os outros alunos têm ele como referência, olham ele e pensam ‘um dia eu quero ser como o Alisson’, ‘quero ser tão bom quanto ele'”, ressalta.
Representatividade
A professora de geografia, Renata Silvana Borth, que leciona há 28 anos na instituição, compartilha lembranças de uma época também importante para o jogador. “No término da aula ele saía correndo para pegar a topique para ir para Porto Alegre para os treinos. Essa foi uma das partes que marcou mesmo, o empenho que ele tinha, que realmente dava para ver que ele ia seguir em frente”, comenta.
Depois de cerca de 20 anos como estudante na instituição, a história do goleiro segue sendo exemplo para os jovens. “Como ele é um ex-aluno aqui de Canudos mesmo, os alunos se espelham nele como goleiro e isso faz parte da vida dos estudantes aqui da escola”, destaca.
Nunca desistir
Com a caricatura do jogador em mãos, o estudante João Vitor Correia de Oliveira, de 12 anos, conta a influência de Alisson na sua vida. “Eu comecei a ser goleiro pela trajetória dele, começando pelo Internacional, que eu sou muito fã, ele sendo um goleiro que sempre me inspirou muito pelas suas defesas e pela responsabilidade em campo”, diz.
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Foto: Paola Altneter/GES-Especial
A representatividade do goleiro na Escola João Ribeiro motiva os atuais alunos, um deles, João Vitor. “Se um dos melhores já estudou aqui e já foi campeão, eu também posso ser”, afirma convicto.
Outro estudante da instituição que se espelha no exemplo de Alisson é Cássio Barcellos de Oliveira, 11. “É muito legal, depois eu fiquei sabendo que ele começou a jogar no Inter, que é o time que eu torço, aí peguei a inspiração dele, de nunca desistir e seguir teus sonhos”, pontua.