Na manhã desta segunda-feira (8), passageiros da linha São Leopoldo–Taquara, operada pela Citral, denunciaram uma série de situações que colocam em risco a segurança e revelam falta de manutenção adequada nos veículos.
Com registros feitos no primeiro horário do dia, 5h30, os usuários do transporte mostram um ônibus circulando com uma de suas portas fechada por pedras, após defeito em sua operação.

Foto: Arquivo Pessoal
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Segundo a denúncia, o motorista havia comunicado a irregularidade à gerência responsável, mas teria recebido autorização para seguir viagem mesmo com a porta sem travamento adequado. “O gerente mandou seguir a linha mesmo assim. O motorista colocou pedras para não deixar ninguém na mão”, disse o denunciante, que prefere não ser identificado.
Além disso, o usuário afirma que problemas semelhantes na linha são recorrentes há mais de um ano, abrangendo falhas mecânicas e quedas de componentes dentro do ônibus. Alguns dos episódios relatados envolvem um elevador de acessibilidade que teria cedido durante o trajeto, deixando o coletivo parado até chegada de suporte técnico, além da circulação do veículo sem iluminação interna, fazendo com que o motorista utilizasse lanterna para conferir as passagens.
De acordo com o passageiro, reclamações já foram encaminhadas à Metroplan e ao Daer, mas, até o momento, não houveram mudanças. Além das falhas, o passageiro relata situações de desrespeito. “O fiscal uma vez disse: ‘Se não está contente de andar de ônibus, vai de carro”, comenta.
O que diz a Citral
Procurado pela reportagem, o diretor da Citral, Ricardo Luiz Neumann, afirmou que a situação registrada nesta segunda-feira não representava risco aos usuários e se tratou apenas da quebra de uma bucha plástica da porta traseira. Segundo ele, o improviso com pedras foi uma decisão do motorista para evitar atraso aos passageiros, que poderia chegar a 45 minutos.
O diretor destacou que o ônibus foi consertado ainda pela manhã, por volta das 9 horas, e reforçou que a empresa mantém um programa de manutenção preventiva que envolve revisões diárias, mas que eventuais problemas podem ocorrer, já que se trata de uma frota grande. Neumann acrescentou que a frota é fiscalizada pela Metroplan e passa por inspeções regulares, contando com uma equipe de 46 mecânicos.