Uma noite para guardar na memória, foi esse o tom da apresentação da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo (OSNH) que homenageou os 99 anos da cidade e os 44 anos do Teatro Paschoal Carlos Magno.
O local, considerado berço da cultura hamburguense, recebeu centenas de pessoas que prestigiaram um show repleto de clássicos da música clássica, de franquias do cinema e da Música Popular Brasileira (MPB).
“É um tempo da arte e da cultura hamburguense”, celebrou o secretário da Cultura e Turismo, Ângelo Reinheimer.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
A abertura da apresentação ficou por conta da música Main Theme, tema dos filmes do Superman. A OSNH foi a primeira do Brasil a fazer uma versão. Na sequência, “Carinhoso” de Marisa Monte e “Garota de Ipanema” de Vinicius de Moraes embalaram o público presente.
“Nós pensamos em um programa bem festivo, sobre dança. Temos músicas brasileiras e internacionais, já que o Brasil é um país que foi influenciado por vários povos”, explica o maestro titular da OSNH, Linus Lerner.
Outro motivo é o fato de Novo Hamburgo ter sido colonizada por alemães. “E o povo alemão gosta muito de dançar, de festa de chope, estar em família. A minha mãe, inclusive, ainda é rainha de baile da terceira idade”, brincou.
As músicas foram preparadas durante a semana e, conforme Lerner, uma história da sociedade hamburguense já está sendo planejada para o centenário de Novo Hamburgo. “Vamos fazer algo muito especial, já que é uma data muito significante”, completa.
O show também contou com a participação da solista Olinda Allessandrini. “Os ensaios foram ótimos. Trabalhar com o maestro Linus Lerner e com essa orquestra é maravilhoso.”

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
A artista salienta que, além do talento do presente, a OSNH vai ajudar a projetar Novo Hamburgo para o futuro. “Esses 100 anos que a cidade vai completar em 2027 representam um início de novas etapas. A Orquestra está criando núcleos de orquestra de jovens com crianças de escolas municipais, estudando instrumentos musicais, que depois vão transformar o perfil cultural e musical da cidade.”
Retorno mais de 20 anos depois
Esse foi o retorno de Olinda ao Teatro Paschoal Carlos Magno após mais de 20 anos afastada do palco hamburguense. “Foi uma grande alegria ter tido um público tão numeroso, tão atento e entusiasmado.”
A solista atuou com frequência no teatro na década de 1980. “Trabalhei aqui com vários projetos didáticos.” Um deles, inclusive, foi mencionado pelo maestro Lerner. “Assisti a diversas aulas da Olinda, sentado onde vocês [público] estão agora. Após as palestras, ela fazia perguntas e quem acertasse levava uma fita cassete para casa. Tenho várias guardadas”, finaliza.
Questionada sobre as mudanças na estrutura do local, Olinda afirma que o espaço para o público é mais confortável. “A visibilidade é ótima. O palco me pareceu igual. A iluminação melhorou muito, ar-condicionado também está melhor”, completa.
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