Uma manifestação em frente à empresa Novopé, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, foi realizada pelo Sindicato dos Sapateiros na manhã desta sexta-feira (10).
O ato foi motivado por uma denúncia de falta de acesso ao banheiro, a ponto de a funcionária urinar nas calças. [Assista ao vídeo ao final desta reportagem].

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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De acordo com a advogada do Sindicato dos Sapateiros, Gabriela Piardi, a entidade procurou a Novopé para tratar sobre a denúncia e outras questões de bem-estar dos trabalhadores, mas não havia tido retorno por parte da empresa antes da manifestação. “Então foi feito um protesto para reivindicar essas melhorias”, conta.
Segundo a presidenta do Sindicato dos Sapateiros, Jaqueline Erthal, há cerca de cinco anos a entidade busca diálogo com a direção da empresa calçadista, sem sucesso. “Quem trabalha em uma linha de produção, é uma esteira, então precisa alguém substituir para poder ir no banheiro, e não existe essas pessoas porque a prioridade é a produção”, diz.
Além do difícil acesso ao banheiro, ela cita outras dificuldades enfrentadas pelos funcionários. “Eles têm trezentos e poucos funcionários e um refeitório que cabe trinta pessoas, eles não têm lugar adequado para ficar, ficam na rua ou lá dentro no pátio, mas não existe um lugar para eles fazerem o descanso no intervalo do almoço”, afirma.
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Outros pontos abordados foram sobre ventiladores que ficam por meses estragados e bebedouros sem água gelada. “As pessoas passam calor e é muito quente, quem trabalha no calçado sabe, máquinas quentes e o próprio calor do nosso meio ambiente que está cada vez mais quente”, declara.
Devido ao protesto, os funcionários da empresa calçadista não iniciaram as atividades e foram dispensados do trabalho, enquanto isso, foi realizada uma mesa de negociação entre sindicato e empresa para tratar dos assuntos.
Acordos
Após a reunião, Jaqueline Erthal conta que a expectativa é que a empresa cumpra com as melhorias solicitadas. Um dos acordos propostos pelo sindicato foi a implementação de um funcionário “coringa” para substituir o colega na linha de produção para facilitar a ida ao banheiro.
Na reunião, também foi discutida a necessidade de um novo refeitório para os trabalhadores esquentarem a comida, um local para os funcionários ficarem no intervalo sem impacto da chuva e sol, o conserto imediato dos ventiladores, cuidado com o bebedouro.
O que diz a empresa
No meio da tarde desta sexta-feira a empresa se posicionou por meio de nota. Leia na integra:
Esclarecemos que os fatos ventilados não refletem a postura da empresa, tampouco as condições de trabalho de nossos empregados. Possuímos mais de três décadas de história, desenvolvendo as nossas atividades em estrita observância a legislação, gerando inúmeros empregos e sempre respeitando as pessoas dos nossos colaboradores. Somos pautados por um agir ético e, nesse sentido, reforçamos o comprometimento de nossa empresa em um ambiente de trabalho adequado, marcado pelo respeito e diálogo, visando sempre o crescimento de todos.
Veja o vídeo