O sonho de tirar crianças e adolescentes das esquinas unido ao amor pelo futebol resultou em um projeto social com mais de 60 participantes na Vila das Flores, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo. De forma voluntária, William de Souza Martins, de 34 anos, dá aulas aos jovens de 7 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social da região.
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Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Há cerca de dois meses ele e a esposa decidiram tirar o objetivo do papel. Para reunir os primeiros integrantes do grupo, fizeram uma divulgação e passaram de moto e uma caixa de som portátil anunciando. A iniciativa começou com 24 jovens e o número já chega a 68. “A gente já tinha planos de montar uma escolinha, mas não tivemos condições ainda. A gente conseguiu tirar muitos das esquinas já”, afirma.
O casal, supervisores de empresa, investiram em bola, uniforme para nove times, medalhas para os torneios, e o plano futuro é reformar o campo que utilizam. “Tem cacos de vidro e pedras e isso machuca eles, então meu objetivo atual é arrumar o campinho para eles e deixar mais bonito, com rede e areia”, explica.
Missão
Mais que um sonho, William descreve que tem uma missão. “Tirar essas crianças da rua”, diz. Conforme o idealizador e professor do projeto, que já jogou em times de futebol profissional, os resultados já são notados: interação social, diminuição de ansiedade, disciplina e mudança de vida. “Isso para mim é a melhor coisa que já existiu, já vale a pena”, declara.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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Os encontros ocorrem todos os domingos, com horários específicos conforme a idade dos participantes. O cuidado social vem de família, pois a mãe de William conduz o projeto Associação Renovação, que entrega cestas básicas para famílias.
“Levar para o Gauchão”
Um dos integrantes do projeto social, Willis Ricardo Machado do Prado, 15, relata que o que mais está gostando nas aulas é a consistência. “A gente trabalha técnica, dribles, goleiros e tudo que a gente pode. Meu sonho é seguir no projeto, ajudar e levar ele para o Gauchão”, diz.
Outro participante, Erick Eduardo de Oliveira, 17, descreve que se sente motivado no projeto. “Eu gosto, eu fico muito livre aqui”, menciona. O sonho, informa o jovem, é se tornar jogador profissional de futebol.
Já Kalvin Fountoura dos Santos, 16, elogia a atuação do professor e a iniciativa. “O professor aconselha muito nós. O meu sonho é o projeto ir mais além, a gente está no começo e já cresceu bastante”, afirma.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial