Tecnologia, prevenção às enchentes, cuidados com a saúde e geração de renda estiveram entre os diversos temas da 13ª Mostra de Tecnologia e Inovação com Ciências (Motic), em São Leopoldo, que chega ao fim nesta quinta-feira (18). A feira, com encerramento às 18h, ocorre no Ginásio Municipal Celso Morbach e classifica para a Mostratec, em Novo Hamburgo.
O evento contou com a participação de 46 escolas municipais, com 187 projetos, 10 conveniadas da cidade, com 10 projetos, 38 conveniadas de fora da rede, com 57 projetos e 11 escolas estaduais, com 20 projetos, totalizando 105 escolas.
De acordo com o secretário municipal da Educação, Jéferson Falcão, estima-se que 5 mil pessoas passaram pelo Ginásio durante os três dias da feira. “Esse é um dos eventos mais importantes da Smed, que incentiva a criatividade dos nossos estudantes, a busca pelo conhecimento, aprendem a desenvolver ideias e fazem trabalhos maravilhosos.”
Pesquisas sobre saúde mental e geração de renda
Um desses trabalhos foi do trio Lara Batista da Silva, Suelen Valker e Davi Gabriel Matias Rodrigues, todos com 13 anos. Alunos do 7º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Zaira Hauschild, eles focaram sua pesquisa no Brain Rot, o apodrecimento cerebral causado por uso excessivo de telas, e atividades que podem ser feitas para prevení-lo ao mesmo tempo em que se estimula o raciocínio.
Lara conta que o trabalho foi inspirado em uma notícia apresentada na aula de Inglês. “Ela mostrava que estava acontecendo com muitos adolescentes, com as crianças, e nós achamos o assunto interessante”, afirma Lara. “O Brain Rot acontece quando a gente usa muitas telas e consome muito Youtube e redes sociais, por exemplo”, acrescenta Davi.
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Suélen, por sua vez, aprendeu sobre o tema também na prática. “Eu era muito viciada em telas, usava por mais de três a quatro horas, e isso me atrapalhava. Com a pesquisa, comecei a tentar diminuir um pouco, mas está sendo difícil. Eu tenho vontade de fazer outras coisas e não consigo, por causa do vício”, relata.
Os alunos da Emef Barão do Rio Branco, Fernanda Herzer da Cruz, de 14 anos, Clarissa Martins Quadros, de 15, e Alisson dos Santos da Silva, 16, pesquisaram sobre geração de renda para adolescentes.
“O Alisson é empreendedor, então ele me chamou para fazer esse trabalho, e eu gosto bastante de empreendedorismo e educação financeira, então esse trabalho foi bem fácil de a gente planejar e fazer, eu gostei bastante”, diz Fernanda.
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Alisson se considera empreendedor desde os seus 12 anos, quando passou a se interessar por confeitaria. “Eu gosto bastante de doces e minha mãe me incentivou bastante, então eu acabei pegando uma paixão por produção de renda. Antes disso, se eu ganhasse 20 reais, gastava no mesmo dia. Agora eu sei administrar esse dinheiro e tirar uma boa renda com isso”, conta.
Clarissa gostou do aprendizado ganho com o trabalho e com a experiência do colega. “Muitas pessoas não sabem lidar com o dinheiro, não sabem administrar, e às vezes, ganhando essa experiência, isso pode ajudar no mercado de trabalho e expandir um pouco a mente, deixá-la mais aberta e ampliar a consciência.”