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Alunos de São Leopoldo buscam ajuda para levar projetos à exposição nacional no Ceará

Quatro trabalhos da Escola Frederico Schmidt estão credenciados para a Milset 2026, mas participação ainda é incerta pela falta de recursos; saiba como colaborar

Priscila Carvalho
Publicado em: 30/04/2026 às 10h:54 Última atualização: 30/04/2026 às 18h:33
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A Escola Técnica Estadual Frederico Guilherme Schmidt, de São Leopoldo, está com quatro projetos credenciados para a final da Expo Nacional Milset Brasil 2026, feira de incentivo à ciência e ao empreendedorismo jovem. A mostra será realizada de 19 a 23 de maio, em Fortaleza, no Ceará.

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Mas para conseguir levar 11 alunos e duas professoras orientadoras ao evento, a escola corre contra o tempo em busca de auxílio financeiro. Por enquanto, um trabalho já tem sua ida confirmada, através de patrocínio do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico de São Leopoldo (Sindimetal RS), garantindo a participação de três alunos e uma professora.

Para que os outros três projetos possam estar presentes, porém, são necessários ainda cerca de R$ 24 mil. Por isso, rifas, vendas de lanches, pedágios e outras ações seguem sendo realizadas, além da doação de qualquer valor, via chave Pix. Na terça-feira (28), alunos e professores estiveram na Câmara de Vereadores e utilizaram a tribuna para falar sobre os trabalhos e pedir ajuda.

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Alunos da Escola Frederico Schmidt buscam ajuda para levar projetos para a Milset 2026 no Ceará



Alunos da Escola Frederico Schmidt buscam ajuda para levar projetos para a Milset 2026 no Ceará

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

“Escola tem muito potencial”

“A escola tem muito potencial. Além da premiação, que nos traz um orgulho grande, tem a questão que eu acho mais importante: isso faz com que os outros alunos também queiram participar, desenvolver bons projetos”, destaca a professora Ceris Menezes, que é orientadora de três dos projetos credenciados.

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“No ano passado, nós fomos com seis projetos pra lá. Voltamos com 16 medalhas, 2 troféus e 4 credenciais”, celebra a professora. 

Benefícios diversos aos alunos

Ceris também pondera que o caminho até chegar a uma feira como a Milset é de muito trabalho e pesquisa. “Eles desenvolvem várias habilidades, desde a escrita até a montagem do projeto mesmo e aplicar aquilo que viram no curso. E eles apresentam o trabalho, desenvolvendo a oralidade também”, coloca, salientando os benefícios que a mostra pode trazer, para além de uma premiação. “Eles saem daqui, aprendem muito com a experiência, com a troca, com a questão cultural e tem o privilégio de conhecer outros lugares.”

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Alunos têm alta expectativa para a mostra

Alunos do 4º ano do curso de Eletromecânica, Igor Negrini, Ygor Rosa dos Santos e Henrique da Silva Torres, ambos de 19 anos, são os autores do projeto Dispositivo Automatizado para Manutenção de Placas Fotovoltaicas, que está sendo custeado pelo Sindimetal para a feira. “É para empresas de placas solar. Resumidamente falando, vai ser um dispositivo que quer garantir a limpeza e eficiência de uma placa solar totalmente automatizada, sem intervenção de um técnico para o serviço”, explicou Henrique. Quase em coro, eles destacaram a expectativa para a feira: “Alta!”.

Grupo quer apresentar protótipo feito para ajudar idosos

Também cursando Eletromecânica, Nicole Dias da Silva, 18 anos, Daniela Dias e Diego Antunes dos Anjos, ambos de 19 anos, criaram o POPI – Protótipo Observador Para Idoso, uma espécie de bracelete com sensor de movimento, que detecta quando o idoso sofre uma queda. “O idoso vai usar ele no seu dia a dia e se ele cair, um alerta vai ser enviado automaticamente para um aplicativo que nós vamos desenvolver e que ficará no celular do familiar desse idoso. Então, ele vai receber essa notificação e poderá acionar a ajuda necessária. Também vai ter um botão de emergência no bracelete, que, caso o idoso passe mal, ele pode acionar e pedir por socorro”, explica Nicole.

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“O principal problema das quedas de idosos não é necessariamente a queda, mas a demora no atendimento. Ele cai, não consegue se levantar, fica muito tempo ali, o que agrava a lesão. Por isso que a gente pensou em desenvolver esse protótipo”, justifica Daniela.

Ainda tentando conseguir o recurso necessário para ir à Milset, eles já nutrem grande expectativa pela mostra. “Na verdade, o que a gente busca é todo o conhecimento que eles têm a ceder pra gente e o que a gente pode levar para eles”, coloca Diego.

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Dupla cria projeto para atuar em resgates em meio a tragédias climáticas

A tragédia climática de 2024 no Rio Grande do Sul foi um dos motivos que levou a criação do Seariscc – Sistema Auxiliar Emergencial para Resgate de Incapazes em Situações de Catástrofes Climáticas, idealizado pelos alunos de Eletromecânica, Andrielly Matoso Dias e Miguel Ryan Martins, de 18 anos.

“A ideia é diminuir o tempo de resgate de uma operação e também conseguir salvar mais vidas em menos tempo”, inicia Miguel. Para tanto, eles projetaram um sistema mecânico, que tem parte eletroeletrônica, e permite o levantamento ou descida de cargas a partir de uma espécie de controle remoto – o que poderia, por exemplo, levantar grandes escombros e retirar pessoas desacordadas debaixo. “O protótipo em si tem alguns modelos: pode ser usado como tripé, apoiado em algum local, como no chão, se tiver estabilidade; ele pode ser usado com mochila e corda, como um rappel; ou ele pode ser usado amarrado num local para poder fazer um guindaste”, detalha o jovem.

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Para eles, ir à Milset é uma possibilidade de mostrar o bom trabalho da Escola Frederico. “O mínimo que buscamos é reconhecimento, é olharem para a bandeira da escola e verem que o Frederico não é só uma escola, mas uma ótima instituição de ensino. Verem o quanto a gente é estruturado, o quanto os alunos são bem formados, o quanto a gente é bem preparado para estar na indústria”, diz Miguel. “E não fica bem só pra gente, fica na história da escola”, completa Andrielly.

Quatro projetos da Escola Frederico estão credenciados para participar do Milset 2026



Quatro projetos da Escola Frederico estão credenciados para participar do Milset 2026

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

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Projeto de alunas da Eletrotécnica foca na sustentabilidade

Únicas representantes do curso de Eletrotécnica entre os projetos credenciados da escola, Giovana Silva Mesquita, Ketlyn da Silva Lanes e Luana Lopes de Loreto, de 18 anos, querem levar o projeto Conversor de Energia Através da Piezoeletricidade para Quadras Esportivas, produzido por elas com a orientação da professora Linamir Rodrigues da Rosa.

“Consiste em uma placa que usa pastilhas de piezoeletricidade para converter energia cinética dos atletas, pisando, saltando, aterrizando na quadra, em energia elétrica. Isso é usado em Tóquio, só que lá é uma plataforma muito grande e que seria inviável. Então, pensamos na possibilidade de transformar isso, unindo esporte, reforçando o meio ambiente com uma estrutura mais fina, mais viável para sociedade conseguir ter acesso”, descreve Ketlyn, ressaltando que ele foi desenvolvido para quadras poliesportivas, onde esportes como vôlei, basquete e handebol são praticados, por exemplo.

“Conforme os atletas vão saltando na quadra, geram energia cinética – que é a energia do movimento humano – e essa energia pode ser armazenada numa bateria e distribuída na iluminação da quadra, como placares e leds, deixando ela mais sustentável”, salienta Giovana. “Fizemos cálculos e, com um jogo, conseguiríamos sustentar a energia de um ginásio todo por uma semana”, complementa Ketlyn.

“A gente espera que seja uma experiência maravilhosa, que a gente consiga adquirir mais conhecimento, em um ambiente novo, pessoas novas, trocando ideias. A gente também gostaria muito de uma credencial pra fora do país. É um sonho nosso”, comenta Giovana, revelando o que esperam da – ainda incerta – participação na Milset 2026.

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Como ajudar os estudantes

Para colaborar com os projetos que ainda não tem ida garantida para a mostra no Ceará, interessados podem doar qualquer valor via Pix, pela chave (CPF) 045.887.290-39, em nome da aluna Andrielly, que está juntando os recursos para todos os trabalhos credenciados da escola.

Mais informações podem ser solicitadas pelo telefone da instituição: (51) 3191-3652.

 

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