Diversas entidades femininas se reuniram na Praça do Imigrante, em frente à Câmara dos Vereadores de São Leopoldo, realizaram a Caminhada 8M em defesa a vida das mulheres, na manhã deste sábado (7). Mulheres e homens carregaram faixas e caminharam pela rua Independência manifestando seu repúdio a esses crimes que só vêm crescendo no Estado, em um momento de memória, protesto, denuncia, e luta contra o feminicídio e da violência doméstica.
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Clediana Langner, coordenadora do Fórum das mulheres, e coordenadora da ação, contou que a iniciativa é uma marca triste. “Nós somos números. É lamentável, pois quem deveria estar nos protegendo nos violenta. Lutamos pelo nosso direito de ir e vir.”
22 cruzes
Clediana explicou que uma das ações realizadas neste sábado foi a colocação de 22 cruzes na praça do Imigrante, cada uma delas representando cada mulher assassinada neste ano. “Quando colocamos as cruzes, muitas pessoas vieram nos questionar o significado, e quando explicamos, elas ficam surpresas com o número de casos.”
Clediana recordou que nos anos anteriores a caminhada já era feita, mas com outro significado. “Antes era uma celebração das conquistas da mulheres e de seus feitos. E agora é pelo direito de viver. Além de reduzir a violência, queremos acabar com ela.”
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Apoio a causa
A assistente social da Casa da Jéssica, Catiane Almeida, falou que a instituição foi apoiar a causa. “Achamos importante ter essa conscientização, e fazer um clamor pela vida das mulheres. Lá na Casa a gente trabalha muito esses valores.”
Para Salete Souza, representante da União Brasileira de Mulheres, ter que sair as ruas para essa manifestação é algo que não gostaria de estar fazendo. “Infelizmente estamos vivendo essa epidemia de violências que culmina no feminicídio, e 22 feminicídios é muito. Tivemos um janeiro sangrento, doloroso e o mínimo que devemos fazer e nos indignar, ir para as ruas e dizer que não aceitamos mais essas violências.”
O vereador Fabio Bernardo, líder da Frente Parlamentar de Homens Contra o Fim da Violência Contra a Mulher, acredita que os homens precisam assumir o seu papel frente a tudo isso que está acontecendo. “Nem todo homem, mas sempre um homem que mata uma mulher. Hoje aqui estamos junto na caminhada das mulheres, porque entendemos que precisamos nos somar à essa luta.”
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