Uma corrente de solidariedade se formou em prol de famílias do bairro Vicentina, em São Leopoldo, que tiveram as casas destruídas por um incêndio de grandes proporções na semana passada.
O fato aconteceu na tarde da quarta-feira (24), na Travessa Cometa. As chamas teriam começado com um curto circuito na rede elétrica de uma das moradias e acabaram se espalhando para outros quatro imóveis que ficavam no mesmo terreno. Todas as moradias eram de madeira e acabaram consumidas pelo fogo.
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Foto: Acervo Pessoal
A manicure Daniela Cristiane Silveira Borges, 30 anos, foi uma das pessoas que perdeu a residência e grande parte dos pertences pelo fogo. Ela conta que o terreno contava com cinco moradias: uma em que ela morava com a companheira e o filho de 8 anos; a outra onde morava o seu irmão com a esposa grávida de 5 meses e o filho de 2 anos; uma terceira, onde morava o seu sogro; outra residência onde morava a prima de Daniela; e a quinta casa, que era alugada para um morador sozinho.
“Eu não estava em casa na hora, tinha ido na casa da minha mãe, quando minha irmã – que estava perto da minha casa – me ligou para avisar do incêndio”, lembra Daniela. “Perdemos quase tudo. Os vizinhos conseguiram tirar o fogão e uma pia. Eu tinha meu salão montado na minha casa, conseguiram tirar a mesinha que eu usava”, comentou.
Dois caminhões do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência e evitaram que as chamas se propagassem para outras casas da rua. Ninguém se feriu no incêndio.
Solidariedade
Daniela conta que, logo após o incidente, movimentos de solidariedade já começaram a ser vistos e diversas doações chegaram às famílias. A maior parte são de roupas, calçados, cobertores e colchões.
Um vizinho, que tem uma casa para alugar, também cedeu o espaço temporariamente aos atingidos, para que pudessem reconstruir seus imóveis.
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Ilê da Feitoria encabeça mobilização
Sabendo do ocorrido, um ilê do bairro Feitoria também se colocou à disposição para ajudar. Responsável pelo local, o babalorixá Marcello D’Ògún Oníré conta que tomou conhecimento da situação pelas redes sociais e, sensibilizado, buscou entrar em contato com os atingidos para saber do que precisavam.
“Somos engajados em ações sociais e buscamos sempre trabalhar isso dentro do ilê. E foi essa a motivação: de poder ajudar as pessoas, de poder estender a mão. Nós, que somos sacerdotes, religiosos, independente da religião, temos que olhar muito para essa parte do auxílio, de fazer acontecer. Acho que essa é a verdadeira missão de um religioso”, destacou.
Com isso, a campanha Doe Esperança foi criada. Por ela, roupas, alimentos, móveis, eletrodomésticos, colchões e materiais de higiene estão sendo arrecadados. “Agora, mais do que nunca, a solidariedade precisa falar mais alto. Cada gesto, cada doação, por menor que pareça, pode ser o alicerce para reconstruir vidas”, completou o babalorixá.
Doações podem ser levadas diretamente ao Ilê de Oxalá Jobokum é Ògún Oníré (Rua Eng. Elíbio Weber, 390, bairro Feitoria), que é um ponto de arrecadação. Mais informações podem ser obtidas com o babalorixá Marcello, pelo WhatsApp: (51) 99745-4257.
Doações diretas
Doações também podem ser feitas diretamente para as famílias afetadas. Porém, elas não dispõem de condições de buscar os materiais e é necessário levar até elas. “A gente conseguiu uma igreja, que doou um espaço para colocarmos as coisas que vêm de doação, porque a gente não tem lugar para colocar e, não temos como buscar também”, ponderou Daniela.
Ela ressalta que móveis, utensílios de cozinha, alimentos e produtos de higiene e limpeza são as necessidades principais no momento. Também são aceitos materiais de construção diversos para que as casas possam ser reconstruídas. Dúvidas e mais informações podem ser obtidas com Daniela, pelo WhatsApp (51) 99581-5387.