Ainda com muitos pontos inundados nos bairros do lado norte do Rio dos Sinos (que nesta noite de segunda-feira (20), às 22 horas, estava em 5,18 metros – baixou mais de 30 centímetros no dia), a mobilidade viária de São Leopoldo ainda deve demorar alguns dias para ter sua normalidade retomada, apesar de a semana ter começado com a liberação de travessias nas pontes da BR-116 e 25 de Julho.
Na BR-116 o trânsito está liberado nos dois sentidos, após alguns dias de interdição do Dnit e PRF devido a questões ligadas ao tráfego de veículos de emergência. Nesta segunda-feira (20), apenas um pequeno trecho do sentido interior-capital, entre as pontes do Sinos e a elevada da Avenida João Corrêa, apresentava água na pista central (as laterais já estão sem água), mas sem impedir a passagem no local.

Foto: Guilherme Schmidt/GES-Especial
A travessia da BR-116 tem sido dentro da normalidade do trecho, com alguns períodos de congestionamento e tráfego mais pesado com fluxo mais lento, com a passagem no trecho entre a Scharlau e a elevada da João Corrêa podendo levar dez ou 15 minutos até meia hora ou mais em casos de grande fluxo de veículos e congestionamentos.
Para quem precisa usar o trecho, é sempre aconselhável se informar sobre o trânsito no local (o site abcmais.com tem postado notícias diárias sobre o tráfego e a mobilidade na região, assim como a Rádio ABC 103.3 FM tem boletins sobre trânsito) ou consultar aplicativos específicos de trafegabilidade.
Por dentro de São Leopoldo
Já a histórica Ponte 25 de Julho foi totalmente liberada nesta segunda-feira (20), após duas semanas interditada. Ela até chegou a ser liberada há uma semana pela Prefeitura, mas foi logo fechada novamente devido à inundação do bairro Rio dos Sinos.

Foto: Guilherme Schmidt/GES-Especial
Na parte do acesso à Ponte 25 pelo Centro, a Avenida Dom João Becker já está seca, mas na parte da Avenida Caxias do Sul, no sentido do bairro à BR-116, ainda há água no lado direito, junto às calçadas. Mas é possível o tráfego. O trânsito é feito apenas do lado esquerdo da rua (junto à divisória central), apesar de alguns motoristas arriscarem a passagem em parte do trecho inundado. No sentido da BR-116 em direção à ponte já não há mais água na rua.
O trânsito flui bem no local, apenas sendo mais complicado em horários de pico.
Duas pontes interditadas
As pontes Henrique Roessler (ao lado Ginásio Municipal Celso Morbach) e Ingá (a da Avenida Mauá, junto ao trem) seguem interditadas. Do lado do Centro leopoldense os acessos já estão secos, mas as vias do outro lado seguem inundadas.

Foto: Guilherme Schmidt/GES-Especial
No caso da Ponte Roessler, a Rua Dr. Hillebrand segue debaixo de água; já na Ingá, a Avenida Mauá, do lado dos bairros Rio dos Sinos/Santos Dumont, está alagada nos dois sentidos (ela é de mão dupla), até próximo ao limite com Novo Hamburgo.
Alguns motoristas até têm utilizado o acesso local para verificar suas residências inundadas ou ver a enchentes. Mas não há previsão para liberação destas duas pontes, já que também não há previsão para o recuo das águas (ainda em nível muito alto em alguns pontos) nos dois bairros fortemente atingidos pelas inundações.

Foto: Guilherme Schmidt/GES-Especial
E na parte urbana leopoldense são várias as ruas interditadas em bairros como São Miguel, Campina, Rio dos Sinos e partes da Vicentina, Santos Dumont, Arroio da Manteiga, Scharlau e Feitoria.
Muitas vias ainda estão abaixo de água, assim como várias casas e prédios. Por isso é necessário que o motorista tenha cuidado antes de acessar algumas ruas nestas localidades para não acabar em um ponto sem saída, necessitando retornar e arriscando a pegar pontos mais congestionados.