Deve ser confirmado em evento na tarde desta quarta-feira (26), em Brasília, o envio de verba federal para a construção de mais uma Casa de Bombas em São Leopoldo. O prefeito Heliomar Franco e a diretora-geral do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae), Cladis Magnani, a Cacau, participarão da solenidade, que está marcada para as 16h.
Na semana passada, o prefeito divulgou, em suas redes sociais, que assinou com a Caixa Econômica Federal o instrumento de transferência de recursos, de cerca de R$ 70 milhões, “com a finalidade de apoiar a requalificação e recuperação de infraestrutura em áreas afetadas por eventos climáticos extremos”.
Dentro das melhorias, está integrada a construção da chamada Casa de Bombas nº 7, além de intervenções de grande porte no sistema de valas, bacias de amortecimento e diques que atendem a região do polder V.
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Foto: Rodrigo Roland/Semae
Fundo de Reconstrução do RS
O investimento é proveniente do Fundo de Reconstrução do Rio Grande do Sul (Firece), criado em dezembro de 2024 como resposta às enchentes que marcaram o Estado. O fundo reúne R$ 6,5 bilhões destinados tanto à reconstrução de infraestrutura danificada quanto a obras de prevenção e adaptação às mudanças climáticas.
Conforme o Semae, no âmbito desse programa, além do aporte para a Casa de Bombas nº 7, há ainda o alargamento e canalização da vala lateral do dique 905 e construção e melhoramento de uma bacia de amortecimento do pico de vazão na região da Steigleder.
Onde ficará
Segundo o Semae, a nova casa de bombas será construída na saída da vala da Bacia Steigleder, em área estratégica situada em frente ao atual galpão da Associação de Moradores da Steigleder, “ponto considerado crítico para o escoamento das águas pluviais da região”.
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As etapas que compõem o projeto
O projeto voltado para a região Nordeste da cidade conta com três etapas, sendo a última a construção da Casa de Bombas.
Canalização e ampliação
A primeira etapa é a canalização e ampliação da vala do dique 905, que prevê a instalação de grandes módulos pré-moldados de concreto, iguais aos utilizados na canalização do Arroio João Corrêa, no bairro Vicentina.
De acordo com o Semae, essa intervenção permitirá: aumento expressivo da vazão da vala, melhorando o escoamento em eventos intensos de chuva; ampliação da capacidade de amortecimento, funcionando como reservatório temporário durante os picos de vazão; redução do tempo de escoamento e diminuição do refluxo de água para áreas baixas do entorno. “A escolha por pré-moldados reduz o tempo de obra e garante maior durabilidade do sistema”, informou a diretora.
Bacia de Amortecimento
A segunda fase – ampliação e melhorias da Bacia de Amortecimento da Steigleder – envolve a readequação e ampliação da bacia existente, que atua como área de contenção e desaceleração da água durante chuvas intensas. Entre os resultados esperados estão, segundo o Semae, estão: mitigação de alagamentos em áreas vulneráveis, especialmente nas partes mais baixas das Vila Brás, Steigleder e Vila Progresso; maior capacidade de armazenamento temporário; e melhoria da adequação hidráulica entre bacia, valas e diques. “Essa requalificação permitirá que o sistema funcione de forma mais integrada com a futura Casa de Bombas nº 7”, ponderou Cacau.
Construção da Casa de Bombas
A terceira etapa prevê, aí sim, a edificação completa da Casa de Bombas nº 7, que contará com: quatro conjuntos motobombas, cada um com capacidade de 3 mil litros por segundo; capacidade total de bombeamento de 12 mil litros por segundo, posicionando a estrutura entre as mais potentes do município; e sistema automatizado para operação conforme níveis de água, com redundância mecânica e elétrica.
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Previsão de início para março
Segundo Cacau, a previsão é de que a licitação da primeira etapa seja lançada na primeira quinzena de dezembro de 2025. As demais etapas — incluindo a construção da casa de bombas — serão licitadas conforme o andamento da primeira fase.
“Conforme alinhado entre o município, o governo estadual e o governo federal, o início das obras está programado para o final do primeiro trimestre de 2026, com previsão de início em março”, destacou a diretora.
Os bairros beneficiados
Cacau afirmou que a Casa de Bombas nº 7 terá impacto direto no bairro Santos Dumont, que atualmente depende de estruturas distantes para escoamento de águas pluviais.
Mas, indiretamente, a estrutura também deve beneficiar os bairros Rio dos Sinos, Campina, parte baixa da Scharlau e Santo Afonso, em Novo Hamburgo – que deixará de receber águas provenientes do Santos Dumont, reduzindo a sobrecarga sobre a Casa de Bombas do bairro.
“O conjunto dessas melhorias reforça o sistema de drenagem de toda a região do polder V, considerada uma das mais sensíveis durante períodos de chuvas intensas”, reforçou a diretora.
Município tem 21 bombas ativas
Atualmente, o município é responsável pela operação e manutenção de cinco casas de bombas fixas, totalizando 21 bombas em funcionamento: 2 na Rodoviária (casa de bombas nº 1); 4 no Ginásio (nº 2); 7 na João Corrêa (nº 3); 4 na Campina (nº 4); e 4 na Cerquinha (nº 5).
“A implantação da Casa de Bombas nº 7 representará uma ampliação significativa dessa capacidade, reforçando o sistema de defesa contra cheias em pontos críticos do município”, concluiu Cacau. A diretora também comentou sobre o porquê a nova casa de bombas seria de número 7, sendo que atualmente há 5 em São Leopoldo. “Essa numeração é do DNOS (Departamento Nacional de Obras de Saneamento), de quando era de responsabilidade do governo federal. Então, a DNOS 6 provavelmente seja uma projetada, mas não executada.”