A segunda edição do Brique São Leo em 2026 lotou a Praça do Imigrante, em São Leopoldo, neste domingo (31). O evento gratuito, promovido pelo Sesc São Leopoldo, reúne atrações culturais, atividades recreativas, oficinas, música ao vivo, feira de expositores e opções gastronômicas. Conforme estimativa da instituição, cerca de 3 mil pessoas passaram pelo local, superando todas as expectativas.
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Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Agente de Programas Sociais do Sesc São Leopoldo, Lorenzo Cornelius lembrou que o brique não trabalha com uma temática e que sempre tenta construir algo popular, trazendo artistas locais e regionais. “É um evento totalmente gratuito para a comunidade, e a gente consegue englobar a maioria das linguagens da cultura”, destacou, citando as artes cênicas, com exposição de arte, a literatura, com contação de histórias; circo; e teatro de rua. “A gente traz espetáculo que é para rua. O brique é isso: o chão da praça se transforma num palco”.
Cornelius também comentou que, ouvindo diversos pedidos, as atrações musicais focaram em pagode e samba, com shows da escola de samba Estação Primeira de São Léo e do Pagode do João Lima.
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Oficina de artes foi uma das atrações
Uma das atrações era a exposição de quadros “Do Lado de Dentro”, da artista leopoldense Cacau Weimer. “Minha pesquisa poética trata de investigar alguns espaços domésticos, que resguardam uma atmosfera de intimidade e retratam esse ambiente mais privado. Trouxe esses trabalhos pra rua e foi uma forma de abrir as portas desse espaço, que é o lado de dentro dessas casas, desses ambientes, e trazer pro espaço público, fazer essas conexões entre essas duas atmosferas”, observou a artista, que também ministrou a oficina “Inventário da Praça: registros sensíveis do que habita o espaço”.
“No meu trabalho tenho essa atenção para esses objetos, esses espaços internos, trazendo esses trabalhos pra rua. A ideia é convidar, então, o público a olhar para os elementos que compõem a praça e criar esse inventário desse espaço, que é público, coletivo. Criar quase esse acervo de elementos que compõem esse espaço que a gente está vivenciando no dia de hoje”, concluiu Cacau.
Rayssa Santos Fernandes, 12 anos, foi uma das participantes da oficina. “Eu desenhei uma árvore, porque gosto bastante de desenhar árvores”, disse, mostrando a árvore da praça que usou como referência para o trabalho. Rayssa curtia o evento acompanhada dos pais Sara Santos e Gilnei Fernandes, além da cachorrinha Pérola. “Almoçamos na minha mãe e depois queríamos passar pelo Centro. Vimos o movimento na praça e decidimos ficar e aproveitar”, disse Fernandes.
Recorde de expositores
Além das atrações culturais, o Brique São Leo contou com feira de expositores, que teve recorde de estandes: foram 60, segundo o Interventura Urbana, parceiro na organização do evento. Os visitantes puderam aproveitar ainda praça de alimentação, brinquedos infláveis e roleta de brindes com distribuição de presentes do evento e dos patrocinadores.
Na iniciativa, a Unidade Móvel de Vacinação também ofereceu a vacina da gripe. “Nossa cobertura vacinal está ainda muito baixa. A prevenção é o que temos na mão, e não conseguimos fazer saúde sozinho na secretaria. É uma atividade coletiva, todo mundo tem que pegar junto, e se cuidar”, disse a secretária de Saúde, Iara Cardoso, que acompanhou a ação.