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SÃO LEOPOLDO

Dique Vicentina deve ganhar revestimento de concreto para combater infiltrações

Engenheiro civil e diretor de obras explica que infiltração ocorre por haver espaço entre as pedras da estrutura, feita de rachão

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Publicado em: 23/06/2025 às 19h:25 Última atualização: 23/06/2025 às 19h:29
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As equipes do Semae e da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov) estiveram nesta segunda-feira (23) na Casa de Bombas da João Corrêa avaliando a infiltração no dique da Vicentina. Conforme material encaminhado pela Superintendência Os técnicos estão elaborando um projeto de melhoria do revestimento da estrutura que, conforme pedido do prefeito Heliomar Franco, deve ser entregue até sexta-feira (27) à Secretaria de Reconstrução do Estado.

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O engenheiro civil e diretor de obras da Semov, Nilson Karam, destacou que a infiltração não é capaz de romper o dique. “Se deixássemos como está, sem o reforço de concreto que está sendo projetado, sim, a água poderia ir danificando a estrutura, mas a longo prazo”, declarou.

Equipe avaliou infiltração no Dique Vicentina nesta segunda-feira (23)



Equipe avaliou infiltração no Dique Vicentina nesta segunda-feira (23)

Foto: Pedro H.Tesch/Prefeitura de São Leopoldo

“A nova estrutura foi construída pedra sobre pedra (rachão), por ser uma material que não se dissolve com a água. A infiltração que vemos aqui é porque entre essas pedras ficaram pequenos caminhos e a água passa por elas”, explicou Karam. O diretor-geral do Semae, Gabriel Dias, destacou que a estrutura, construída no ano passado, é considerada semipermeável porque não houve o uso de argila.

Apesar do filete de água que se formou no fim de semana não estar comprometendo a estrutura do dique, o projeto para realizar uma cobertura de concreto no local já está sendo organizado. Segundo o secretário da Semov, Rogel da Silva Corrêa (conhecido como Tarzan), o revestimento cobrirá ambos os lados, além da parte superior, totalizando cerca de 30 metros.

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“Com a estrutura de concreto a ser implementada, o dique estará muito mais forte do que era em maio de 2024”, afirma o prefeito Heliomar Franco.

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Antes da enchente do ano passado, o dique era feito apenas de terra, com a cheia do rio e as fortes chuvas de 2024, formou-se um ponto frágil entre a parede de concreto da Casa de Bombas e o dique, o que ocasionou o rompimento. A estrutura de rachão foi escolhida para evitar que o cenário se repita.

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