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CLIMA

El Niño é tema de encontro da Prefeitura com meteorologistas

Reunião teve como objetivo obter dados e sanar dúvidas em relação à formação do fenômeno climático

Publicado em: 28/04/2026 às 19h:55 Última atualização: 28/04/2026 às 19h:58
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A Prefeitura de São Leopoldo se reuniu com os meteorologistas da empresa Catavento, nesta segunda-feira (27). O encontro, promovido pela Defesa Civil do município, teve como objetivo obter dados e sanar dúvidas em relação à formação do El Niño e suas possíveis consequências na cidade.

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El Niño é tema de encontro da Prefeitura com meteorologistas



El Niño é tema de encontro da Prefeitura com meteorologistas

Foto: Pedro Selistre/Prefeitura de São Leopoldo

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De acordo com o prefeito Heliomar Franco, a gestão não está apenas preocupada com o clima, mas está ocupada, fortalecendo os sistemas de proteção contra enchentes e realizando ações para proteger a cidade de alagamentos causados por chuvas intensas. “Temos observado a grande quantidade de previsões relacionadas ao El Niño, muitas vezes com caráter sensacionalista e acompanhadas de desinformação.”

“Nesse cenário, é fundamental obter informações de profissionais especializados para que a nossa resposta a possíveis efeitos em nossa cidade seja qualificada”, complementou o prefeito.

Conforme o superintendente da Defesa Civil de São Leopoldo, coronel Uberti Moreira, a ideia é unificar e alinhar o conhecimento do grupo, ampliando as ações de preparação. “Nossos secretários saem daqui com informações científicas que irão, com certeza, guiar suas futuras ações e cronogramas.”

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El Niño

A meteorologista da Catavento, Natalia Pereira, afirmou que recentemente saiu um novo gráfico sobre a probabilidade do fenômeno ocorrer no estado e os números são maiores que o anterior, porém não será um cenário semelhante ao de 2024. “Haverá acumulados de chuva, em função do aquecimento dos oceanos e do enfraquecimento das frentes frias, mas para que um cenário semelhante ao daquele ano se repita é necessário a junção de diversos outros fatores”, pontuou.

Os dados foram obtidos através da National Oceanic Atmospheric Administration (NOAA), órgão internacional responsável por esse monitoramento. Conforme as projeções, a probabilidade do fenômeno se instalar a partir de julho no Rio Grande do Sul é de 90%, a partir de junho é 80% e, a partir do final de maio, de 60%. A intensidade, por outro lado, ainda é indefinida, mas Natalia ressaltou que esse fator não é determinante para ocasionar um cenário de inundação.

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“A nossa maior preocupação não é a intensidade do El Niño porque, se formos avaliar, os anos em que tivemos as classificações mais altas da história, em 1997/1998 e em 2015/2016, não foram os que tivemos o maior registro de chuvas na região. O problema da chuva de 2024 foi o esperado para um trimestre ocorrendo em poucos dias”, destacou a meteorologista.

Volume de chuva

Segundo Natalia, as previsões mostram uma anomalia em torno de 150 mm a mais por mês na região. “A média de São Leopoldo para os meses de agosto, setembro e outubro é de 120 mm/mês. Com esse aumento previsto, estamos falando de aproximadamente 300 mm mensais. Se esse volume for distribuído ao longo dos dias não teremos problemas, os corpos hídricos darão conta, o problema é se essa chuva vier concentrada e isso ainda não sabemos se irá acontecer, só teremos essa resposta mais perto”, explicou.

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Sistema de proteção

O prefeito Heliomar Franco destacou também a relevância do encontro para o cronograma de obras previsto para a cidade. “Muitos trabalhos vão iniciar este ano e não gostaríamos que o clima atrapalhasse a execução desses projetos. Essas informações também nos auxiliam a orientar nosso pessoal para que projetem seus cronogramas”, declarou.

Entre as obras previstas, muitas estão relacionadas ao fortalecimento do sistema de proteção contra cheias, um dos focos da gestão municipal. Um exemplo é o reforço na estrutura do dique da Vicentina, iniciado nesta segunda-feira. A estrutura será fortalecida com a instalação de 24 blocos de concreto para impedir a passagem da água e estacas de sustentação que possuem sete metros de profundidade.

Outro exemplo é o desassoreamento do Rio dos Sinos e dos arroios João Corrêa, Kruse e Gauchinho. O trabalho de limpeza e remoção de sedimentos acumulados nos leitos dos canais iniciou em 2025, através do projeto estadual Desassorear RS, que destinou ao município cerca de R$3 milhões para as ações. A nova etapa do projeto está concentrada no Arroio Gauchinho, onde desde a última quarta-feira (22) equipes estão trabalhando para formação de uma bacia de contenção. A previsão é remover mais de 70 mil toneladas de areia nos próximos quatro meses, o que representa 38 mil metros cúbicos de material.

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Outro avanço na estrutura de prevenção é a ampliação do muro de contenção do arroio Cerquinha. Com investimento garantido de R$2,2 milhões, via Fundo Plano Rio Grande (Funrigs), a obra prevê o aumento de 1,50m da estrutura, mas aguarda o laudo técnico que definirá se a elevação será possível ou se será necessário um novo muro.

O sistema de diques da cidade também passou por mudanças, as estruturas foram alteadas, em média, meio metro.

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Ações importantes também foram realizadas pela Prefeitura por meio do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae). Entre elas, a Operação Controle de Alagamentos, que realiza o serviço de hidrojateamento e de reforma e limpeza das bocas de lobo em diversos bairros da cidade; a construção de um poço para a bomba anfíbia da Vicentina, deixando o equipamento a 4 metros abaixo do nível da rua, aumentando sua sucção e eficiência; e a aquisição de uma nova motobomba para Casa de Bombas do Arroio Cerquinha, o equipamento substitui o antigo e garante quase o dobro da vazão.

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