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Alerta nas escolas

Escolas estaduais de São Leopoldo adotam horários diferenciados devido ao calorão

Medidas que estão sendo adotadas nesta terça (dia 25) e quarta (dia 26) são baseadas em orientação da Secretaria de Educação (Seduc) do RS em recomendações para o caso de calor extremo

Publicado em: 24/02/2025 às 22h:53 Última atualização: 24/02/2025 às 23h:21
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 Algumas escolas estaduais de São Leopoldo e região estão adotando medidas para evitar problemas com  a onda de calor que está atingindo o Estado nesta semana. Entre estas medidas estão a mudança de horários e a suspensão parcial de aulas em alguns turnos.  

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Nesta terça-feira (dia 25), a Secretaria de Educação do RS e representantes do Cpers/Sindicato devem discutir a possibilidade de suspensão de aulas devido ao forte calor (que deve ter seu ápice nesta quarta-feira (dia 26). 

LEIA MAIS: Onda de calorão vai se intensificar e temperatura pode chegar a 40 graus em algumas cidades do RS

A possibilidade de uma nova suspensão das aulas na rede estadual por conta da nova onda de calor que atinge o Estado será debatida nesta terça-feira (25) pela Secretaria Estadual da Educação (Seduc) junto ao Cpers (sindicato dos professores estaduais). Não há previsão de horário para a reunião.

O Cpers, que adiou judicialmente o início do ano letivo estadual exatamente por causa da primeira onda de calor,  encaminhou no dia 21 pedido para que as aulas não ocorressem. A Seduc, no mesmo dia, enviou orientações às escolas em caso de calor extremo, mas sem suspender aulas, a princípio. 

No caso de São Leopoldo, escolas como o Instituto Estadual de Educação Professor Pedro Schneider (o Pedrinho), a Escola Estadual de Ensino Médio Olindo Flores da Silva, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Visconde e a Escola Prof. Emilio Boeckel adotaram algumas medidas a partir desta terça-feira (dia 25).

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A Seduc, em ofício aos gestores escolares, fez recomendações sobre como atuar pedagogicamente durante o período de calor extremo. O documento prevê a possibilidade de antecipar ou adiar o horário de entrada e saída para evitar os momentos mais quentes do dia.

As atividades físicas também devem ser substituídas. Para as escolas técnicas que realizam práticas pedagógicas em ambiente externo, a recomendação é evitar os horários de pico de calor e reorganizar o formato das aulas.

Escolas adotam medidas diferenciadas neste terça (dia 25) e quarta-feira (26)

No caso do Pedrinho, as medidas foram adotadas para esta terça-feira(25) e quarta-feira (26). Segundo aviso em redes sociais do Instituto Pedro Schneider, no turno da manhã as aulas terão horário reduzido, ocorrendo das 7h10 às 10 horas. Já à tarde as atividades serão suspensas. O turno da noite terá aulas normalmente. 

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Outra escola que adotou medidas sobre o calorão válidas para esta terça-feira (25) e quarta-feira (26) é a Escola Estadual de Ensino Médio Olindo Flores da Silva, que destacou em seu aviso nas redes sociais que não há sistema de refrigeração nas salas de aula. Por isso, a escola terá aulas no turno da manhã apenas das 7h15 às 9h25, também suspendendo as atividades do turno da tarde, mas com ações de forma remota como compensação de atividades. As atividades noturnas tiveram seu início marcado para após as 20 horas. A escola pede que os alunos tragam garrafas de água, podendo reabastecer elas nos bebedouros da escola

Na Escola Estadual de Ensino Fundamental Visconde de São Leopoldo houve redução dos horários da manhã (que ficou das 7h50 às 10h15) e à tarde (das 13h15 às 15h30), sem suspensão total de atividades no turno vespertino.

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A Escola  Prof. Emilio Boeckel decidiu alterar os horários de toda a semana, a partir desta terça (dia 25), seguindo as medidas na quarta (26), quinta (27) e sexta-feira (28). O turno da manhã só terá aulas das 7h30 às 10 horas e o turno da tarde será das 13h15 às 15h30.

Alguns pais reclamam da medida devido ao horário de saída e por não ter com quem deixar os filhos 

Apesar do objetivo das alterações ser o de preservar a saúde dos alunos e servidores das escolas devido ao calorão, muitos pais questionam as medidas devido ao transporte escolar e deslocamentos para buscar os filhos na escolas serem em horários de maior dificuldades para os responsáveis.

“Vou ter que sair no meio do meu trabalho para pegar meu filho, e aí ainda vou ter que ver com quem deixar ele neste período de aula suspensa. A medida pode até ser para o bem da saúde, mas não pensaram no que afeta mudar estes horários para os pais de estudantes, principalmente para quem não tem aonde deixar os filhos nestas horas de aulas suspensas”, reclamou uma mãe que trabalha no comércio leopoldense e que preferiu não se identificar.

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