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CORRIDA CONTRA O TEMPO

Ex-princesa da São Leopoldo Fest cria vaquinha para custear tratamento contra câncer; saiba como ajudar

Segunda princesa da festa em 2023, Chaiane Pipper Alves, 28 anos, enfrenta um Linfoma de Hodgkin e busca recursos para compra de medicação

Priscila Carvalho
Publicado em: 18/06/2026 às 16h:23 Última atualização: 18/06/2026 às 17h:35
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Quase três anos após ser uma das eleitas para representar a maior festa do município, a leopoldense Chaiane Pipper Alves, 28 anos, agora vive uma história diferente, de luta e esperança.

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Segunda princesa da São Leopoldo Fest em 2023, há cerca de um ano Chaiane enfrenta um câncer, que tem chances maiores de cura se tratado aliando quimioterapia a uma imunoterapia moderna. Os custos dessa medicação, porém, são altos e não cobertos pelo SUS. Por isso, ela criou uma vaquinha on-line e corre contra o tempo para conseguir o remédio, antes do próximo ciclo de quimios, em julho.

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Chaiane Pipper Alves, 28 anos, foi segunda princesa da São Leopoldo Fest 2023



Chaiane Pipper Alves, 28 anos, foi segunda princesa da São Leopoldo Fest 2023

Foto: Arquivo pessoal

Linfoma de Hodgkin refratário primário

Chaiane conta que, em maio do ano passado, começou a sentir dor no ombro diariamente, que depois veio acompanhada de muito cansaço e crises de tosse. Ao passar a mão no ombro para fazer uma massagem, ela sentiu uma “bolinha” e procurou um posto de saúde. Orientada pelo médico, fez ecografia, que apontou quatro linfonodos aumentados, e exames de sangue, que vieram com alterações.

Por sugestão do médico, ela marcou um infectologista, que pediu uma biópsia e indicou o diagnóstico. “É um Linfoma de Hodgkin refratário primário, que não respondeu adequadamente ao tratamento inicial”, resumiu a jovem, relatando que, no dia 30 de setembro de 2025, após passar mal, foi internada no Hospital Conceição, em Porto Alegre. Naquele momento, a doença já estava bem avançada e o tratamento foi iniciado imediatamente.

Chaiane Pipper Alves enfrenta um Linfoma de Hodgkin



Chaiane Pipper Alves enfrenta um Linfoma de Hodgkin

Foto: Arquivo pessoal

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“Realizei 12 sessões de quimioterapia, que terminaram no dia 6 de março, mas infelizmente não foi o suficiente para a doença entrar em remissão”, lamentou. Em abril, um exame de imagem constatou que, além de não entrar em remissão, o câncer estava em outros locais do corpo também.

“Voltei para o hospital para iniciar o novo tratamento, mas, no dia 17 de maio, tive que ser internada por conta dos sintomas do câncer e do derrame pleural”, acrescentou a jovem, que recebeu alta nesta quarta-feira (17) e atualmente está morando com o noivo, em Sapiranga. “Agora revezo entre São Leopoldo e Sapiranga, pois, quando estou ruim, fico na minha mãe, em São Leopoldo, que saiu do trabalho para me acompanhar no hospital.”

Esperança e mobilização

Apesar das dificuldades, uma nova chance surgiu e mobiliza a jovem, seus familiares e amigos. “Segundo avaliação médica, minhas chances de cura apenas com a quimioterapia convencional são extremamente baixas. Mas existe uma esperança real. O pembrolizumabe é uma imunoterapia moderna utilizada em pacientes com Linfoma de Hodgkin refratário ou recidivado”, descreveu Chaiane, comentando os resultados positivos adquiridos em estudos clínicos.

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“Meu câncer é chamado como refratário, e ele está resistente à quimio. Esse medicamento faz com que o câncer se torne mais vulnerável à quimioterapia, o que aumenta muito as chances de cura. É o que tem de mais moderno em relação a essa doença, mas infelizmente o SUS ainda não fornece”, ressalta.

A família de Chaiane já entrou com pedido judicial para fornecimento do remédio, mas não há garantia de que a Justiça o conceda e, mesmo que o faça, o acesso pode não ser imediato.

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Vaquinha busca arrecadar recursos para remédio

A jovem explica que deve tomar o remédio junto com a sessão de quimioterapia, cujo próximo ciclo inicia na semana que vem.

Segundo ela, uma dose de pembrolizumabe, disponível à pronta-entrega, custa R$ 43.800. Além da dose inicial, serão necessários mais três ciclos do medicamento. “Esses ciclos serão adquiridos por meio de importação, com custo total estimado de R$ 90 mil”, coloca.

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Devido à urgência, uma vaquinha online foi criada buscando arrecadar R$ 133.800, valor necessário para garantir as quatro doses da medicação recomendadas pela equipe médica antes do transplante de medula. A primeira dose já foi conseguida, a busca agora é pela próxima, que deve acompanhar a sessão de quimioterapia em julho.

“Estamos mobilizando esta campanha porque o tempo é um fator decisivo. Cada dia pode fazer diferença para que eu tenha acesso ao tratamento no momento certo e chegue ao transplante com as melhores chances possíveis. Qualquer valor faz diferença”, destaca Chaiane.

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Como ajudar

Interessados em contribuir podem acessar a vakinha. Também é possível doar diretamente via Pix, usando a chave (e-mail): 6161087@vakinha.com.br.

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