Familiares e amigos de Marilaine Cardoso dos Santos, morta após ser atropelada por um carro desgovernado no dia 23 de janeiro, logo após sair de uma churrascaria para comemorar seu aniversário, se reuniram, na tarde desta segunda-feira (2), para protestar na frente do Ministério Público de São Leopoldo pedindo justiça.

Foto: Arquivo Pessoal
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Conforme Cleber Martins, marido de Marilaine, cerca de 50 pessoas estiveram presentes na manifestação, que teve uma hora de duração.
“Hoje fomos pedir socorro para o Ministério Público, pois estamos indignados que esse cara está livre. Ele já foi acusado de roubo, estelionato e tráfico de drogas. No momento, o promotor estava em audiência, mas ficou de marcar uma reunião conosco.”
Cleber contou que a iniciativa para fazer a manifestação surgiu pela angústia que a família e os amigos estão sentindo por saber que o suspeito está em liberdade.
“E por saber que meus filhos e eu não vamos voltar para casa com ela. Saímos no dia 23 para ir comemorar o aniversário dela, e até hoje não voltamos.”
Martins disse que o casal planejava se casar antes da metade do ano. “Eram tantos sonhos que tínhamos juntos. Fico extremamente triste em saber que ela se foi desejando tanta coisa boa para a vida.”
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Passeata na Independência
Conforme Cleber, a família fará uma passeata na Rua Independência no próximo sábado (7). O local de encontro será na frente da Câmara dos Vereadores às 14 horas, com o objetivo de pedir justiça pela esposa.

Foto: Arquivo pessoal
Relembre o caso
Marilaine Cardoso celebrou no dia 23 de janeiro seu aniversário de 50 anos, ao lado do marido, filhos e familiares. Ao sair da churrascaria, por volta das 23h30, na calçada, às margens da BR-116, um carro desgovernado acabou atingindo e matando Marilaine e feriu sua irmã Daiane.
As duas foram socorridas em estado grave e levadas ao Hospital Centenário, porém, Marilaine não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho da casa de saúde. A irmã foi atendida no hospital e recebeu alta logo em seguida.
O motorista e a passageira tiveram lesões leves. O homem foi conduzido à Polícia Civil por estar com sinais de embriaguez, e conforme e Polícia Rodoviária Federal, ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. No dia 26 de janeiro, ele foi liberado com tornozeleira eletrônica após a audiência de custódia.