O tempo instável da manhã deste domingo (12) não intimidou as centenas de devotos de São Leopoldo e região que participaram da 20ª Romaria pela Beatificação do Padre Reus. A caminhada partiu da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, no Centro, em direção ao Santuário Sagrado Coração de Jesus (onde está localizado o túmulo de Padre Reus), num percurso de cerca de três quilômetros.
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Em celebração aos 20 anos da atividade, os romeiros foram puxados pela Ala dos 20, formada por 20 pessoas, cada uma vestindo uma camiseta de cada edição da romaria. Na sequência, uma imagem de Padre Reus era levada em veículo aberto.

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Bonito e edificante
Por onde passava, a peregrinação ia ganhando mais adeptos. Conforme estimativa da organização, cerca de mil pessoas realizaram a procissão, que foi finalizada com missa presidida pelo bispo da Diocese de Novo Hamburgo, Dom João Francisco Salm. Na chegada à igreja, os fiéis foram recebidos pela Banda de Música da Brigada Militar.
“Um dia como hoje, em que povo fez a caminhada e depois veio à missa – e o pessoal participou de forma devota, simples, mas muito serena – é bonito, é edificante e certamente fez bem para todo mundo”, disse o bispo, ao final da atividade.
“Deu tudo certo, fizemos uma boa caminhada, a reflexão e tudo que estava previsto”, analisou o reitor do santuário, padre Paulo Finkler, destacando a parada feita em frente ao Hospital Centenário. “Paramos todos e fizemos uma oração, a benção aos enfermos, médicos, enfermeiros, profissionais, muitos estavam na janela. Eu acho que foi um momento muito bonito.”
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Devoção que vem do coração
Moradores do bairro Scharlau, o casal Gelci e Francisco Zarpelon, de 54 e 57 anos, respectivamente, participam há cerca de 10 anos da romaria e contam que costumam sempre ir ao santuário. “É um lugar que a gente se sente bem de participar, de ir nas missas”, disse Gelci.
Eles estavam acompanhados da filha, Jaqueline Zarpelon Alebran, 31 anos, e do neto, Rafael, de apenas 11 meses. “Há anos participamos, sempre em família”, comentou Jaqueline. Perguntada sobre a motivação para estar presente, ela resumiu. “Duas palavras: Padre Reus. É uma devoção por ele que vem do coração.”
“Devo minha vida ao Padre Reus”
A fé em Padre Reus também move as irmãs Airtes Boll, 65 anos, de Dois Irmãos, e Alice Bonkievicz, 68, de Estância Velha, a participar da já tradicional procissão em São Leopoldo. “Todos os anos eu venho de ônibus e trago flores”, disse Airtes, que segurava um buquê trazido para levar ao santuário este ano. “Pode chover o quanto quiser que eu venho. Eu devo a minha vida ao Padre Reus. Já consegui muitos milagres através dele”, acrescentou.
“A fé move montanhas. Estou sempre pedindo a proteção de Padre Reus para toda família, para curar as doenças e todos males que existem no mundo”, completou Alice.