Em estado de greve desde a noite de terça-feira (7), após assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de São Leopoldo, o serviço de ônibus leopoldense vai parar a partir desta segunda-feira (13). Uma assembleia, na noite deste domingo (12), chancelou a greve.
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Foto: Divulgação
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Wilson Caetano, confirmou a paralisação a partir da 0h desta segunda-feira (13). “O trabalhador não aceitou a última proposta, que não atende minimamente a nossa campanha salarial, e, infelizmente, amanhã o município de São Leopoldo estará paralisado, sem ônibus na cidade. Os trabalhadores decidiram cruzar os braços e o sindicato vai cumprir o seu papel, que é organizar a categoria e estar junto com os trabalhadores nos portões das empresas”.
Segundo Caetano, a negociação não avançou com a patronal em nenhum momento. “Há uma defasagem salarial muito grande. Os trabalhadores pedem equiparação salarial com os companheiros de Sapucaia, que desempenham o mesmo trabalho. Só que hoje o nosso trabalhador leopoldense está com uma defasagem salarial de quase R$ 400 comparado com esse trabalhador. Nós queremos a equiparação salarial, e isso corresponde a cerca de 15% de reajuste”.
Conforme o sindicato, a proposta das empresas foi entregue cerca de 20 minutos antes do início da assembleia, após semanas de negociações sem avanços. O documento previa reajuste salarial de 4,42%, sendo apenas 2% aplicados de imediato e o restante somente em novembro de 2026, além da aplicação do mesmo índice ao vale-alimentação e às demais cláusulas econômicas. A categoria considerou a proposta insuficiente e distante das reivindicações apresentadas durante toda a campanha salarial.
Segundo o sindicato, mais de 200 trabalhadores participarão da paralisação, que atinge quatro empresas responsáveis pelo transporte coletivo urbano de São Leopoldo.
Motivação da greve
Os rodoviários aguardavam proposta do Consórcio Operacional Leopoldense (Coleo) de reajuste salarial, principal reivindicação da categoria. Na sexta-feira (10), integrantes das duas partes se reuniram, mas não chegaram a um acordo. O Sindicato reivindica equiparação salarial, descongelamento do quinquênio e garantia do vale-refeição no período de férias.
O consórcio — responsável pelo serviço de transporte coletivo leopoldense, englobando quatro empresas de ônibus do município: Viação Feitoria, Viação Leopoldense, Viação Sinoscap e Sete de Setembro — porém, divulgou uma nota na virada da noite de quinta-feira (9) para sexta-feira (10) afirmando que “as empresas não têm condições de assumir novos reajustes de salários e benefícios sem que haja uma solução para o financiamento do transporte coletivo de São Leopoldo”.
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A questão da chamada “insegurança jurídica” tem a ver com as tratativas do Coleo para prorrogação do contrato que venceria no próximo mês. O consórcio de empresas de transporte, em nota oficial, diz que para buscar uma solução é “indispensável que exista receita suficiente e segurança jurídica”, e que “cabe ao poder público, como titular do serviço, adotar as medidas necessárias para sustentar o transporte coletivo, seja por reajuste tarifário, seja por subsídio público”.
A Prefeitura de São Leopoldo destaca, em nota, “que mantém diálogo com o Coleo e o Sindicato dos rodoviários, buscando construir soluções que garantam a continuidade e a qualidade do transporte coletivo, preservando tanto o interesse da população quanto a segurança jurídica do contrato”.