Um mês após a divulgação do primeiro foco de gripe aviária no País, o surto em ambientes comerciais está contido, mas ainda se mantém o foco ativo no Zoo de Sapucaia do Sul.
De acordo com monitoramento do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), o Parque Zoológico Estadual de Sapucaia do Sul é o único foco remanescente do vírus H5N1, causador da doença, no Rio Grande do Sul. A questão é que por ser um local de preservação da vida animal, não pode ocorrer o mesmo controle como em um aviário.
O RS, que teve caso identificado no dia 15 de maio e divulgado publicamente em 16 de maio, após a mortandade de aves no município de Montenegro, no Vale do Caí. este foco, segundo o Ministério da Agricultura, já está controlado.
Neste local, além das aves mortas pela doença, ocorre um abate de aves para conter a transmissão/proliferação da gripe aviária. Este é um tipo de ação que não pode ser aplicada em locais como o zoo.

Foto: Divulgação
Conforme informações encaminhadas pela assessoria de comunicação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, no Zoo de Sapucaia foram confirmados desde 14 de maio, 166 óbitos em 11 espécies diferentes no local, sendo o mais recente registrado no dia 8 de junho.
Em nota, a Seapi afirma que “os focos de vida selvagem não são saneados, vão persistindo enquanto houver animais doentes. Como não se elimina todos os animais (um abate como ocorreu no aviário), acaba prolongando. Mas será feita nova coleta de amostras em aves para verificar se a causa de óbito segue sendo influenza.”
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Questionada sobre prazos, a Seapi afirma que não é possível definir a data em que a coleta será realizada, uma vez que será feita quando houver uma nova morte.
Quanto à possibilidade de reabrir ou não o zoológico em breve, a secretaria explica que ainda não é possível determinar um prazo. “Essa decisão vai precisar de análise, se não for influenza, se não tiver mais animais morrendo, pode-se voltar a abrir o Zoo. Mas no momento o protocolo sanitário exige que continue fechado.”
O Ministério da Agricultura também foi procurado para dar um posicionamento, mas não se manifestou até o horário de fechamento desta reportagem, às 18 horas deste domingo (15).